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Angústias de mãe

Você saberia, em poucos instantes, responder esta pergunta?

Num grupo de aprimoramento pessoal em que, semanalmente, auxiliamos, basicamente, mulheres, através de um trabalho terapêutico para uma boa convivência familiar e social e, portanto, uma qualidade de vida  melhor para si e para aqueles com quem convivem, realizamos esta pergunta: quais são as angústias de mãe?

O grupo, em sua maioria, é composto por mães, logo, as respostas começaram a surgir. Para a nossa surpresa, as respostas culminaram num único sentido: os filhos não ouvirem suas mães.

Quando pensamos em lançar a pergunta, o que veio em mente seria uma infinidade de ítens variados para preencher o campo de respostas. Ledo engano. A resposta foi simples e objetiva como pudemos identificar.

Num universo de angústias do coração materno, por que a tristeza maior seria  o fato do filho não dar ouvidos ao que a mãe fala?

Ora, para uma mãe ver um filho tomando um caminho que ela não desejou para ele e  vir a sofrer em função de não tê-la ouvido em seus conselhos é causa de dor e sofrimento para ela.

Uma mulher, acompanhada de duas filhas pequenas relatou o quanto havia aconselhado os seus dois filhos, mas eles não lhe deram ouvidos. Foram presos. Só ela os visitou. Então, depois da triste experiência, concluíram que ela estava certa.

Muitas vezes, a angústia de mãe está em falar, falar e falar muitas vezes. E isto cansa, aborrece, fere o próprio coração. Mãe nenhuma  quer ver um filho sofrer, no entanto, muitas vezes é exatamente a dor e o sofrimento que alavancam a aprendizagem de um filho, e não tem como evitar.

Uma mãe pode segurar o seu filho durante anos no seu colo para que ele não se machuque, com quedas, arranhões, porém, quando ela sentir que ele está pesado demais para carregá-lo e decidir colocá-lo no chão, ele, certamente, cairá e a queda será maior e a dor será mais intensa.

O menino contava com seus três anos, quando, na cozinha, diante do forno ligado, disse à sua mãe: mamãe, eu vou por o dedo aqui!- a mãe respondeu-lhe: Não pode, meu filho, o forno está quente! Por mais duas vezes ele disse à mãe que colocaria e por mais duas ela o advertiu sobre o forno que estava quente. Na última vez ela consentiu. Ele queimou o dedo e  nunca mais colocou-o, novamente, no forno quente.

É necessário que nós, mães, tiremos de nossa vida toda e qualquer angústia que trata o texto. Disse um pensador que “inteligente é aquele que aprende com os próprios erros e sábio é aquele que aprende com os erros dos outros.”. Certo, se o nosso filho for sábio, isto é, tiver uma maturidade espiritual mínima, aprenderá com os nossos conselhos e com os sofrimentos ao redor e não precisará sofrer, mas se ele for inteligente, aprenderá com os próprios sofrimentos. E isto já é muito bom, porque mais triste é aquele que sofre e ainda não aprendeu, porque não sofreu o bastante.

O verdadeiro papel de mãe não é angustiar-se, mas amar, incondicionalmente, o seu filho, orando, incessantemente, em seu favor e, incansavelmente, nunca desistindo dele e, ainda,  confiando no exemplo da natureza: todo fruto amadurece ao seu tempo; uns, mais cedo; outros, mais tarde, até que todos tenham cumprido o seu papel na vida:evoluir.

Denize do Nascimento Gonçalves

Psicopedagogia – Psicanálise Clínica

É colaboradora deste Diário

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