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Reforma Trabalhista e a Condenação de Lula

  • João Fidélis de Campos Filho –

Notícias alvissareiras trouxeram um pouco de alento à sociedade brasileira esta semana. Na terça-feira, após uma árdua batalha contra forças retrógradas, finalmente foi aprovada pelo Senado a Reforma Trabalhista, que agora segue para sanção presidencial.

Pela nova lei o acordo entre o trabalhador e o empregador terá valor legal, coisa corriqueira em nações culturalmente avançadas, mas que no Brasil criava uma insegurança jurídica desnecessária e perniciosa ao capital empreendedor. A mudança naturalmente trará benefícios ao trabalhador pois facilitará a contratação, afastando os oportunistas de plantão que se aproveitavam da legislação paternalista.

A se manter a facultatividade da contribuição sindical, prevista no projeto aprovado no Congresso. Isto será também um grande avanço. Desde que foi instituída a contribuição obrigatória, multiplicaram-se geometricamente os sindicatos (mais de 10 mil nos dias atuais). E muitos deles são somente vias de enriquecimento de indivíduos que não representam condignamente os trabalhadores e sim a si próprios.

O país, se o presidente sancionar o projeto mantendo as linhas principais, dará um enorme passo à modernidade.

A outra notícia foi divulgada na quarta-feira: a condenação do ex-presidente Lula pelo Juiz Sérgio Moro, muito aguardada e ansiada pelo povo brasileiro. A condenação indubitavelmente criou um clima positivo, reacendeu a esperança de ver os poderosos punidos pelos seus crimes e desmandos. A propósito a Lava-jato e as outras operações a ela se seguiram desnudaram uma nódoa repugnante, uma prática criminosa e contumaz de dilapidação do patrimônio público. Uma roubalheira institucionalizada que precisava de um basta, de ações antagônicas punitivas e de controle.

As empresas públicas vinham funcionando nestes últimos governos como verdadeiros balcão de negócios e o dinheiro desviado ia parar na conta de políticos e empresários nos paraísos fiscais.

A condenação de Lula tem um efeito moral gigantesco-não obstante o batalhão de advogados contratados a peso de ouro para defende-lo- porque ele é um ex-presidente que ainda mantém uma certa popularidade (e ao mesmo tempo também um grande índice de rejeição). Também por ser o principal líder de um partido que cresceu na cena política brasileira com o discurso de lisura, de honestidade, de defesa dos pobres, dos esquecidos e marginalizados.

Que venham mais condenações e que as instâncias superiores as mantenham, independentemente de partidos ou ideologias, pois o país realmente  precisa de uma boa faxina.

João Fidélis de Campos Filho

é cirurgião-dentista

jofideli@gmail.com

 

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