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Bondade, gentileza e seus benefícios

GASTRONOMIA

Há muito tempo que gentileza virou artigo de luxo, como chama à atenção a cantora Bete Carvalho no refrão de um dos seus maiores sucessos, -“Goiabada cascão em caixa, é coisa fina sinhá, que ninguém mais acha!” e seguida de bondade e caridade espontânea, infelizmente se tornam a cada dia mais raras.

Novos tempos de um mundo extremamente competitivo, “selvagem” e com forte tendência ao individualismo, engrossando o caldo do egoísmo, na base do cada um por si, “se a farinha é pouca, meu pirão primeiro”, sendo tudo isso originado e agravado pela educação dada no decorrer da criação na maioria dos lares, de poucos ou nenhum valores e princípios, construiu e segue em obra, edificando uma geração implacável que não consegue e também não se esforça para enxergar o que ainda está por vir.

A falta de respeito aos mais velhos, a ausência quase total de cavalheirismo, o ultrapassado prazer de ser gentil praticamente inexiste, até mesmo nas ínfimas coisas pautado por atitudes absolutamente muito distantes dos valores mais básicos, fundamentais para o convívio humano.

Um mero bom dia, tarde ou noite para um vizinho, caixa do supermercado, atendente da padaria, farmácia ou qualquer outro serviço, levantar e oferecer o lugar para um idoso, gestante ou até mesmo como gesto de gentileza ceder o lugar para uma mulher, parecem desconhecidos, principalmente pelos mais jovens, que de fato não trazem no parco rol de valores e princípios.

Não dá para enumerar todas as carências do bom convívio social e familiar e tudo aquilo que leva ao quadro que se apresenta hoje, pois, faltaria espaço, porém, tudo isso está conduzindo a humanidade de maneira geral, a uma cegueira quase coletiva que coloca um tapume negro entre homem e a realidade, não permitindo que se perceba como o mundo caminha a passos largos para se tornar um lugar onde a ausência de sentimentos transformará a raça humana em verdadeiros zumbis da ignorância.

Caminhando assim jamais saberão a sensação e o prazer que dá a prática da gentileza e o exercício pleno da bondade, onde estão embutidas a caridade, a solidariedade e a doação ao seu semelhante e em consequência, deixar de experimentar os enormes benefícios que advêm deste “modus” bem viver.

A gastronomia virada à chave para o modo arte deveria induzir a vida a copiá-la, pois, mantém seus valores e princípios construídos desde a sua concepção através dos tempos intactas. Colhe os frutos e usufrui dos benefícios da bondade e gentileza que lhe são peculiares e indispensáveis, preponderantes para seus resultados positivos.

A delicadeza como são tratados seus ingredientes, o amor total durante toda a preparação de uma receita, o carinho e cuidado na apresentação, a dedicação e importância aos mínimos detalhes, à gentileza no momento de ser servida para deguste dos comensais e a bondade quando voltada para servir aos carentes de alimento.

Não aceita e devolve péssimos resultados aqueles que traem seus princípios básicos, aí daquele que maltratar a matéria-prima, infeliz dos que não a praticam com amor, amaldiçoados os que a deixam maltrapilha e indignos dos seus dons os que não alimentam o seus semelhantes quando famintos.

Na prática diária da vertente culinária, a gastronomia de bons resultados não existiria sem os valores básicos citados acima, já que tudo que a envolve precisa disso para construção do resultado final, para se obter um produto finalizado pleno em aromas e buquês, apresentação e paladar perfeitos, que leve aqueles que o degustam a sentirem as sensações mais maravilhosas em uma viagem por todos os sentidos, a um prazer indescritível.

Enquanto a gastronomia aprimora seus valores e aproveita os benefícios como ferramenta de evolução, o ser humano deixa escapar pelos dedos tudo que lhe foi dado de bandeja por Deus, oportunidades únicas de ser melhor a cada dia ao abrir mão dos mais lindos e puros sentimentos, exclusivos da raça humana.

Aproveitando a oportunidade eu não poderia fechar este artigo sem antes agradecer a um jovem que me mostrou esta semana, que ainda existe gentileza e bondade entre os desta nova geração: Obrigado João Vitor por me socorrer, sem sequer me conhecer e ter me tirado do apuro em que me encontrava. Valeu garoto!

 

ATUM DE FORNO COM MEIA-CURA:

 

Você vai precisar de: -3 batatas cozidas cortadas em rodelas; – suco de 2 limões; -200 g de azeitonas azapa fatiadas; -2 tomates cortados em cubos sem pele e semente; – 1 cebola média cortada em rodelas finas; -3 latas de atum sólido; – 200g de queijo meia-cura ralado grossa; – azeite extra virgem qb; -2 colheres de sopa de cheiro verde picadinho; -20 folhas de manjericão;- sal e p. calabresa qb.

 

Preparo: Unte um refratário com azeite de oliva, alterne camadas de batata, tomate, cebola, atum, meia-cura, azeitonas fatiadas, regue cada camada com azeite e suco de limão, salpique sal p. calabresa, manjericão e cheiro verde, leve ao forno pré-aquecido entre 200 e 220°C de 25 a 30 minutos. Sirva acompanhado de arroz branco e um Chardonnay argentino.

 

 

 

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