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Na educação, a conscientização

  • Ivan Herrera Jordão –

 

A necessidade da inclusão e integração de alunos com deficiência no ensino regular, é problemática que se constitui num processo em construção, o qual envolve mudanças de paradigmas do modelo tradicional e conservador de Educação.

O tema, oportuno e um tanto quanto desafiador, quando se foca a questão inclusão e integração social efetiva, sob outros aspectos, como a opção sexual, nunca foi tão debatido. Retornaremos ao final.

A homofobia, fruto da ignorância de muitos, se propõe impedir a livre manifestação de afeto entre pares constituídos de forma outra que não a culturalmente estabelecida. Impedir com recursos que ultrapassam  ao discurso e  aos limites  do aceitável. Preconceito que pode permear não explicitamente, as relações. Sempre  percebidos pelo outro, devido à sensibilidade que caracteriza a maioria e insensibilidade daqueles dos  quais são vítimas.

E na contramão de direção estão muitos “casais” ou solitários em busca de companhia, expondo-se ao perigo da agressão ao seu estilo de vida. A postura, quando exacerbada,  nem sempre resulta em oportunidade para si mesmo, de repensar que a pretensa imposição  pode não levar a lugar nenhum, quando não a um atendimento hospitalar de emergência ou ao óbito, como se tem notícia: a violência como resposta.

Violência entre torcidas de futebol, no Trânsito e na abordagem – aparentemente amiga –  para sondar os fatores que alimentam a ansiedade ou depressão, deste ou daquele jovem, como meio de fisgá-lo para o consumo de drogas.

Violência no uso de medicamentos (que favorecem uma pré-aceitação do ilícito),   prescritos como solução para a inquietação resultante dos conflitos interiores, quando a atuação de equipes voltadas para o mesmo objetivo se apresenta como imprescindível. Encaminhamentos ocorrem para esse procedimento conjunto, raramente acolhido.

Violência que sugere a esses jovens, a superação do prazer “insuficiente”, oferecido pelo consumo de álcool ou cigarro, também prejudiciais a sua saúde e porta de entrada para a busca de “prazeres ainda maiores”.

E quando chegam a este ponto, a maioria dos pais se sente impotente. A recusa do jovem em aceitar  a ajuda profissional se torna o maior obstáculo. Arredios, recusam-se a ouvir seja lá o que for, da família.

Nestes casos, particularmente, necessário se torna refletir que a internação involuntária para os que perderam a capacidade de autodeterminação pode ser a única saída.

A legislação que permite essa interferência, com aumento de vagas em clínicas públicas,  pode se tornar letra morta se não colocada em prática. E a ação dos traficantes mais poderosa; ação dos criminosos das facções muito mais organizada e armada do que a daqueles que arriscam a vida para nos proteger.

As motivações para se tornar um consumidor desta ou daquela substância escravizante, podem começar com o bulling na escola, pelo excesso ou escassez de peso, ou pela aparência não condizente com os modelos de beleza física em vigência, inclusive nos muitos comerciais da própria cerveja. Bulling que pode se dar pelo não respeito da criança que, passando por algum problema familiar, deseja o respeito de não compartilhar à hora das atividades coletivas, em campo.

Nessa hora, a atuação do Psicólogo Escolar, retirado do corpo diretivo da unidade escolar, brasileira, de forma impensada, merece reflexão. Por que não começar pelas unidades escolares, já pelas creches, a nível municipal, a reintrodução?

Mudanças exigem tempo para sua consecução e precisam ser construídas, exigindo a responsabilidade da sociedade como um todo.

Fica a sugestão. Dória provavelmente irá se antecipar; como tem se antecipado.

Voltando à psicóloga Rafaela Olmedo, “falar sobre uma escola e educação que respeite a diversidade, que garanta a inclusão e integração dos alunos com deficiência no ensino regular, requer uma mudança de princípios, valores sociais e culturais que são constituídos no primeiro contexto social estabelecido pelos indivíduos, isto é, o familiar.

“A família que valoriza o respeito às diversidades irá gerar indivíduos, cidadãos, educadores, professores, diretores de escola, que respeitarão e potencializarão o processo.”

Ivan Herrera Jordão é colaborador deste jornal.

 

 

 

 

 

 

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