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Gastronomia – Barrados no baile

A gastronomia é tão abrangente que muitas vezes parece contraditória na sua aplicação prática, uma vez que pode ser enormemente permissiva e restrita ao extremo quando se trata de combinações que esbarram nos seu diminuto rol de conceitos.

Talvez por esta razão pareça tão complicada aos olhos de tantos, uma enorme parcela de pessoas que simplesmente congelam diante de determinados princípios e combinações que são indecifráveis ao paladar pouco treinado ou habituado e aberto as novidades gastronômicas, que proliferam como coelhinhos num interminável cardápio de novas ideias e inéditas criações (não é redundância, existem por aí muitas criações que não são inteiramente inéditas).

Muitas vezes falta coragem, em outras o medo de romper as barreiras criadas pela cultura familiar e por se dar crédito ao que alguns defendem como intragáveis, sem mesmo ter experimentado um dia e acabam disseminando pelas gerações.

O fato é que ao final das contas, devido a estas restrições muitos acabam barrados no baile do seleto clube dos gourmands apreciadores da Alta gastronomia, porém, já há muito tempo existe uma corrente forte para encurtar a distância entre as classes sociais, desmistificando a crença na qual é “vetado” aos grupos menos abastados da sociedade o acesso à culinária de alto nível.

Tudo começou com a percepção de uma nova geração de Chefs e gestores em A&B, de que não fazia sentido restringir a arte gastronômica a um reduzido grupo de pessoas, que caberia sim em qualquer classe social o bem comer.

A utilização de termos mais compreensíveis aos leigos para determinados insumos, decodificação de receitas para uma linguagem mais acessível, a permissão a utilização de matérias-primas regionais, sazonais e algumas adaptações, sem que para isso precisasse perder o glamour e a sofisticação na apresentação, o buquê de aromas e o paladar refinado.

E é aí que surge a Média Gastronomia para tomar posse do maior naco do mercado, uma vez que passou a comportar um maior número de comensais ao abrir as portas laterais do clube para o ingresso de uma grande massa de novos gourmands.

É claro que ainda demandará tempo para que muitos se libertem das correntes da cultura familiar e das crendices como, “não suporto” – “nem pensar” – “nossa, salgado com doce não desce” – “se tiver mais de quatro patas não como” – “não vou comer esse negócio cheio de frescura” – “bão mermo é comida pesada”, entre outras que funcionam como barreiras ainda intransponíveis.

A tendência é que a evolução continue sua escalada, aliás, não há como impedir esta nova gastronomia que não para de crescer e se adaptar sem perder sua essência e consequentemente de elevar o nível de educação do paladar da maioria da população, atingindo até o mesmo mais humilde casebre onde a tecnologia facilita a entrada das informações via celular ou através do velho e bom PC.

A globalização já derrubou e continua desmoronando todos os dias os muros que ainda teimam em barrar o conhecimento e a informação, que hoje chega em tempo real na palma da mão de 90% da população mundial pelos celulares.

Barrados no baile da gastronomia…, é apenas uma questão de tempo para a extinção desta espécie.

 

GUISADO DE LOMBINHO COM FIGO E VINHO:

 

FOTO: GASTRONOMIA DOM

 

 

 

Você vai precisar de: 1,5kg de lombo suíno em cubos; -50 ml de azeite de oliva extra-virgem; -4 dentes de alho; – suco de 2 limões; -450 ml de vinho tinto seco; -300 ml de água; -3 colheres de chá de mostarda em pó; -2 colheres de chá de coentro moído; -2 colheres de chá de noz moscada moída; -250 g de figos secos cortados ao meio (damascos plano ‘B’); -1/2 xícara de mostarda escura; -sal qb.

 

Preparo: Tempere o lombinho com metade do alho, o suco de limão, sal e um pouco de noz moscada e deixe na geladeira por 1 hora. Numa panela antiaderente, aqueça o azeite de oliva e doure o alho em seguida a carne, quando está estiver quase dourada, acrescente o vinho, a água, a mostarda, as especiarias e o figo, espere levantar fervura, junte a mostarda escura, mexa, tampe a panela, abaixe o fogo e deixe cozinhar por 90 minutos, mexendo de vez em quando. Se os cubos forem cortados grandes eleve o tempo de cozimento para 2 horas. Ajuste o sal e sirva acompanhado de cevada ou painço básico (lojas de produtos naturais), ou, se não encontrar, com arroz integral. A salada mais indicada para este prato é o Tabule e o vinho, um Merlot tinto bem encorpado.

 

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