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China: O tempo é de parceria

  • Fausto Pinato –

Desembarquei na cidade de Xiamen, na última semana, para participar da 9ª Cúpula dos BRICs, bloco formado pelo Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. A experiência nos mostra até aqui que, sob a liderança da China, os BRICs assumiram um papel fundamental de ampliar a voz dos países em desenvolvimento, e de permitir que essa união tenha êxito, tamanho e expressividade na nova ordem global que se aproxima.

Essa nova ordem global predestina manter a China e o Brasil em condição de igualdade e parceria mutua. A Frente Parlamentar Brasil-China, da qual sou presidente no Congresso Nacional, caminha junto nessa missão de congregar essa intensificação que se verificou em anos recentes, em diversas áreas, nas relações diplomáticas, na política externa, no comércio bilateral, na realização de investimentos internacionais recíprocos e até nos campos do turismo e da imigração, entre outros.

É importante recordar o fato de que as relações diplomáticas entre a República Federativa do Brasil e a República Popular da China remontam ao início do Século XIX. Porém, foi nos últimos quinze anos que o relacionamento bilateral se intensificou, e de modo espetacular, impulsionado especialmente pelo comércio internacional e pela cooperação econômica e técnico-científica.

No plano econômico-comercial, a República Popular da China e o Brasil têm construído uma parceria extremamente proveitosa para ambas as partes. A partir de 2009, a China transformou-se no maior exportador para o Brasil e também no maior importador de produtos brasileiros, o que fez da China o principal parceiro comercial do Brasil – ultrapassando os Estados Unidos e a União Europeia – sendo que corrente de comércio Brasil-China alcançou a soma de US$ 66,3 bilhões em 2015 e US$ 61,23 bilhões em 2016.

Há que se considerar que entre 2000 e 2010, as exportações brasileiras para a China elevaram-se de US$ 1,1 bilhão para US$ 30,8 bilhões, passando de 2% para 15% do total das exportações do Brasil. Nesse período, as importações brasileiras da China cresceram de US$ 1,2 bilhão para U$ 25,6 bilhões. Contemporaneamente também, além do aumento nas trocas comerciais, a República Popular da China vem elevando consideravelmente seus níveis de investimentos diretos no Brasil.

O grande volume de capitais chineses de investimento direto que aportaram no Brasil nos últimos anos, destinados principalmente ao setor industrial e à área de infraestrutura, voltam-se agora também, ao emprego em setores como energia, transportes e agronegócio.

E a expectativa é ainda mais otimista. Empresários chineses pretendem inverter mais de US$ 20 bilhões nos próximos 12 meses. É evidente que estamos diante de um movimento de grande envergadura, que trará impactos para a economia e para a sociedade brasileira. Não há dúvidas de que o futuro do Brasil dependerá em grande parte da Ásia, e os Países do BRIC’s, serão um parceiro fundamental nessa agenda de estratégia. Além de exportar mais, o Brasil tem condições de aumentar seu capital internacional, ampliando a geração de emprego e o desenvolvimento das regiões.

Na primeira reunião dos Brics que participei, o Brasil defendeu maior flexibilização das barreiras econômicas. Um ponto muito importante, positivo e estratégico para simplificar o processo de importação e exportação entre os Países que formam o grupo. A burocracia emperra o desenvolvimento. Por isso, simplificar é garantir confiança, crescimento e governança.

O recado que absorvemos, até agora, em nossa missão à Xiamen é claro: não basta querer ser a maior economia do mundo, a China quer ser uma verdadeira potência mundial e vê, no Brasil, um parceiro estratégico para essa jornada. O tempo da reciprocidade é agora.

 

Fausto Pinato, Presidente da Frente Parlamentar Brasil-China

Com exclusividade para o Jornal Diário de Votuporanga

 

 

 

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