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O tempo e os novos objetivos

Matheus Camargo

O tempo passa e com isso sentimos as virtudes, moral e legados serem reescritos, a história começa a ser deturpada em prol das adjacências dos precursores de uma nova era, ignorando os fatos e as regras básicas para estudar o passado, ignorando o próprio conceito em que o individuo estava inserido criando um dualismo de percepções em nossa sociedade vigente, muitas vezes comparando tempos remotos ao presente, fazendo a transposição de ideias a partir do grito.

A nova geração vem conquistando liberdades que antes não eram oferecidas por gerações passadas, e que se expandiram rapidamente graças aos avanços das redes sociais, e assim como uma criança mimada vem cada vez mais “abrindo suas asas” clamando por “liberdades” que fogem dos pilares as quais nossa sociedade foi construída. Questionamos os ensinamentos de nossos antepassados, mas antigamente nossos tataravôs tinham 15 ou mais filhos, eram simples e felizes, hoje discutimos sobre aborto tomando antidepressivos e sonhando com uma casa cheia de crianças.

Hoje muito se fala sobre distribuição de renda e os impactos que as diferenças trazem em nossa sociedade, e como podemos diminuir tais impactos. No tempo de nossos tataravôs cada proprietário tinha sua produção que era usada como moeda de troca por outros recursos, em que cada um se ajudava como podiam, diferenças de renda é claro que existiam, mas dormiam com portas e janelas abertas, pois sabiam que de nenhum mal seus vizinhos o fariam. Hoje vivemos trancados em todos os lugares e segurança já não existe mais, será que o problema era cultura de nossos ancestrais?

Hoje muito se fala sobre a aquisição de bens e aposentadoria, queremos cada vez mais, e as lutas pelas diferenças ideológicas são baseadas sobre o que cada um contém em cada economia. Nossos tataravôs nem sabiam escrever, tinham suas terras, seu gado e sua colheita, trabalhavam para viver, e traziam em suas vidas histórias cheias de alegrias; hoje brigamos querendo saber quem é o mais esperto. Vivemos para trabalhar para um dia aposentar, o sonho de aposentadoria e comprar sua própria terra e fazer sua própria produção. Agora quem parece esperto, será o avô ou quem sabe o neto?

Um ótimo final de semana, e um forte abraço!

Matheus Camargo – Presidente do Rotaract Club de Votuporanga

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