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Sesi Rio Preto: Peça que debate a violência e indiferença

Tiros em Osasco: Cena de Tiros em Osasco, peça escrita por Cássio Pires e dirigida por Yara Novaes

  • Harlen Félix (Rio Preto)

A partir de ideias e opiniões de jovens de classe média, espetáculo aborda as questões que reverberam no espaço público

Espetáculo que discute a violência e a indiferença presentes nas relações humanas, Tiros em Osasco, da Faminta Cia. de Teatro, de São Paulo, tem como pano de fundo uma grande chacina ocorrida em Osasco e Barueri em 2015. No entanto, é no ambiente privado e particular de seus personagens – todos eles jovens de classe média com pensamentos individualistas e preconceituosos – que a montagem levanta questões que reverberam no espaço público.

Depois de duas temporadas em São Paulo, a peça circula por cidades do Interior, sendo apresentada, neste sábado (16) no teatro do Sesi Rio Preto. Em cena, as opiniões e ideias desses personagens acerca de temas urgentes da sociedade refletem o discurso de violência e intolerância predominante na atualidade, da internet à vida real.

“Para cada fala intolerante e desprovida de fundamento, de conhecimento ou reflexão dita por esses personagens, há um estampido que ressoa em algum lugar que a vista cansada e míope já não mais consegue alcançar”, diz Yara de Novaes, que dirige a montagem do texto inédito do dramaturgo Cássio Pires. A diretora classifica como assustadora a postura que muitos tomam na vida e nas redes sociais, seja por meio de discursos de ódio ou de movimentos em prol de valores ‘monstruosos’ como a ditadura.

“Perto do rumo que a vida social está tomando hoje, as histórias de Tiros em Osasco são ‘contos da carochinha’. É um tipo de conduta que reitera a separação, que ergue muros entre as pessoas”, reforça a diretora. Segundo ela, o texto de Pires não trata objetivamente da questão da chacina em Osasco e Barueri. “As coisas não são tão explicitas. Há uma sutileza do texto de não entregar tudo mastigado ao público. Na peça, a tragédia de Osasco é transformada em fetiche por um personagem, que diz querer ir até a cidade para tomar um soco na cara somente para saber como é a sensação”, explica Yara.

Para a diretora, o artista, apesar de estar sendo ‘demonizado’ na atualidade, é um visionário que antecipa as coisas do mundo. “A arte deixa as pessoas menos míopes, coloca um óculo de grau sobre as suas vistas. Hoje, o artista é alvo em todas as instâncias, inclusive da censura. É por isso que temos que continuar”, reflete. Os elementos estéticos de Tiros em Osasco procuram refletir o universo e os valores das personagens: a luz, a trilha sonora e o cenário sugerem ideias de repetição, similaridade e espelhamento.

Para obter esse resultado, a produção contou com a cenografia de André Cortez, ganhador do prêmio Shell; Wagner Antônio, responsável pela iluminação, e Cassio Brasil, que assina os figurinos. A trilha sonora de Dr. Morris mescla composições originais com canções pop como Modern Love (David Bowie), I Started A Joke (Bee Gees), Forever Young (Alphaville), entre outras. A Faminta Cia. de Teatro é um grupo paulistano formado por 11 atores oriundos do Núcleo Experimental de Artes Cênicas do Sesi-SP.

  • Serviço:

Espetáculo Tiros em Osasco. Hoje, às 20h. Teatro do Sesi. Gratuito. Reservas pelo Meu Sesi (www.sesisp.org.br/meu-sesi)

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