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Quem consegue o equilíbrio?

José Renato Nalini, secretário da Educação do Estado de São Paulo

Equilibrar-se é algo natural a quem frui higidez, algo muito difícil para quem não está bem, seja física, seja mentalmente.

Verdade que o mundo não está ajudando muito. Tudo tumultuado, más notícias, incertezas, dissensos e ameaças. Não é fácil viver neste século XXI em que tudo é surpresa. E falta surpresa boa. Enquanto que as ruins são abundantes.

Estar em paz consigo mesmo seria um bom início. Mas como estar em paz, se ao derredor tudo parece em convulsão? Quem não se emociona com crianças refugiadas morrendo? Mas não é necessário ir longe. Quantas crianças brasileiras e jovens têm sido alvo de uma bala perdida? E os moradores de rua? E os viciados? E os dependentes de todo o tipo de droga. Droga ilícita, mas também droga lícita. Até mesmo aquilo que, não fora o exagero, poderia parecer normal.

Diante dos quadros melancólicos fornecidos por uma sociedade que já não sabe dialogar, esqueceu-se de tolerar e na qual cada um quer impor a sua verdade a qualquer preço, não é fácil conservar a paz.

Há quem não consiga equilibrar suas contas. Gasta sempre mais do que percebe. A tanto contribui a circunstância de o custo de vida acompanhar o impostômetro, enquanto que o salário congelou.

Equilibrar-se requer profundo empenho pessoal. Mergulho dentro de sua consciência. Avaliação serena de prós e contras. Relacionar tudo o que se recebeu da vida e sempre gratuitamente e o que se devolveu a ela. Avaliar as coisas boas e espontâneas que nada custam: a inocência das crianças, a natureza, alguns gestos generosos, o heroísmo de tantos.

Equilibrar-se nestes tempos exige mais do que o exercício do equilibrista circense. Parece ter sido escrito para o ser humano de 2017 o poema “No circo”, do poeta Cassiano Ricardo, que integrou a Academia Paulista de Letras e de quem encontro esta produção, no livro “Um Dia Depois do Outro”: Entre o leste e o oeste/entre Deus e o Demônio/entre o ser e o não ser/ entre o alguém e o ninguém/entre a hora do coração e a do estômago/ando na corda, e de braços abertos/, em cada mão um prato da balança. Num a dor, noutro a esperança!”.

Que possamos manter o equilíbrio entre os dois pratos, já que o da esperança dá a sensação de ser sempre muito mais leve quando cotejado com o da dor.

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