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Política de Incentivos em Votuporanga

João Fidélis

Não sei quando chegarão a Votuporanga os ares da retomada econômica brasileira tão propalada pela imprensa. Os números de novos postos de trabalho na indústria cresceram no último trimestre, o país continua exportando (em ritmo menor) e calcula-se um aumento das vendas de fim de ano em relação ao ano passado. Será?

Contraditório a indústria comemorar a volta das atividades (de forma lenta) se na outra ponta o comércio está patinando para vender os estoques.

Abrir um comércio neste ano se tornou uma ousadia. Primeiro porque os incentivos são nulos e o os riscos são todos do investidor. Os investimentos produtivos são sub-valorizados por nossa cultura, que ignora os efeitos benéficos do capital em toda a cadeia econômica e social. Por isso há tanta placa de aluga-se na região central e ruas adjacentes comerciais da cidade. Os custos de se manter uma empresa funcionando são altos. Os tributos federais, estaduais e municipais, as taxas de manutenção, aluguel, funcionários, etc. desestimulam os candidatos a se estabelecer comercialmente. É muita carga, muito trabalho e pouco retorno.

Defendemos uma mudança de enfoque nos investimentos públicos. Vamos raciocinar: vê-se a cada dia nossa prefeitura aumentando sua carga de despesas quando se cria novas instituições, postos de atendimento nos bairros, escolas. A princípio isto é bom, no entanto é preciso um planejamento orçamentário adequado à nossa realidade, porque senão os custos de custeio obrigarão à majoração tributária. Não faz sentido sacrificar o capital que trabalha e produz para custear assistência social. Que fique claro, uma coisa é assistência emergencial, para pessoas que não podem esperar, outra é a assistência perene, que deveria ser dever do poder público quando o nível de arrecadação é significativo. Por outro lado, quando se cria incentivos para a instalação de uma empresa ou comércio, que traz empregos e renda para a cidade o impacto social e desenvolvimentista é bem maior. Dessa forma seria oportuno que se aprovassem leis dando incentivos aos pequenos e médios empresário, que são os que mais empregam, porque na maioria dos casos a desoneração se traduz em mais arrecadação a longo prazo.

Votuporanga seria mais próspera se tivesse mais empresas e, normalmente, as empresas procuram meios de diminuir custos, neste país onde a tributação é uma das maiores do planeta. Neste período recessivo faz-se necessário a adoção de uma política industrial mais agressiva. Tivemos isso em administrações passadas, com ótimos resultados.

A busca por investimentos em Votuporanga deveria ser uma bandeira contínua de nossos vereadores. Por que não focar a atenção na divulgação do potencial de crescimento de Votuporanga, contatar as empresas que planejam expansão e oferecer vantagens para que elas se instalem aqui?

jofideli@gmail.com

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