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Vai ser: por quê?

Orlando Ribeiro*

Confesso não entender muito o terrorismo, em que vidas inocentes são sacrificadas com pretextos religiosos e/ou políticos. Um dia, conversando com um rapaz simpatizante do extremismo, o tema recaiu sobre os homens-bombas, quando ele defendeu a ideia de que estes terroristas são representantes de povos que tiveram tudo de si extraídos à força, seja pela religião ou por governos; assim, a única arma que lhes resta para lutarem é o próprio corpo. Não sei, para este pobre mortal que escreve, o que determina se nossos atos são bons ou maus é o motivo sincero e íntimo pelo qual os praticamos. Mesmo na fé de cada um, se os atos religiosos forem praticados por motivos vis, serão maus em dobro, pois Deus, sendo sinônimo de Amor na maioria de todas as religiões, condena qualquer tipo de sacrifício humano. Isso era coisa do paganismo antigo!

Matar uma criança, um idoso, um pai de família, alegando que é a vontade de Deus, Alá, Maomé, sei lá, na minha ótica, é o mesmo que pecar em nome d’Aquele que é sem pecado, a mentir em nome d’Aquele que não pode mentir, e a odiar em nome d´Aquele cuja essência é amor. Por isso, fiquei meio cabreiro no tempo da escola quando descobri a verdade sobre a tal da Santa Inquisição, das batalhas sangrentas das Cruzadas e da “evangelização” a ferro e fogo dos povos indígenas. Religião não se impõe a ninguém, religião se exemplifica e são as nossas atitudes, nosso modo de viver, nosso amor e nossa caridade que podem converter os outros ao nosso credo religioso. Não adianta ficar de pé no portão de minha casa recitando escrituras sagradas, se nos demais dias você é um péssimo patrão, um funcionário relapso, um ser invejoso, um devasso nas sombras e um déspota no lar. É preciso tomar tempo para sondar nossas almas para certificar-nos dos motivos que nos fazem viver. É muita música gospel só para exibição; é muito sermão bonito só para mostrar cultura; é muita igreja fundada na teoria da prosperidade ou da espetaculosidade.

Não adianta munir-se de pastas e bolas e partir para a conquista de almas, vendendo Deus como se fosse uma escova de dentes e oferecendo um lugar no céu, como se fosse um lançamento imobiliário. Ou, então, seremos os fariseus da era moderna, grandes missionários por fora e cheios de podridão por dentro. Lembremo-nos que o farisaísmo não continha nenhum erro doutrinário, as falhas eram das pessoas, cuja modo de vida era abertamente dissoluto. Até que, na sua cegueira moral, chegaram ao cúmulo de crucificarem Jesus sem um pingo de piedade e ou remorso. Então, voltando ao fator motivação para nossos atos, se a água não se eleva acima de sua fonte, a intenção moral de nossa atitude jamais poderá ir mais alto do que o motivo que a inspire. Por esta razão, nenhum ato nascido de um mau motivo poderá ser bom. Acho que, à vista de Deus, Buda, Jeová, Maomé, seja lá qual for o nome do Deus em que você acredita, seremos julgados, não tanto pelo que fizemos, pelos crimes que cometemos ou pelos erros praticados; seremos julgados pelas nossas razões para fazê-los. Ninguém vai nos perguntar “o quê” e sim “por quê”.

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