Powered by free wordpress themes

Home / Destaque / AGRESSÃO EM ESCOLA: ‘Ficamos sabendo através das redes sociais’, afirma família da vítima

Powered by free wordpress themes

AGRESSÃO EM ESCOLA: ‘Ficamos sabendo através das redes sociais’, afirma família da vítima

Fernanda Yshikawa:-

 

 

Prima do menor agredido relata que a ‘direção da escola não comunicou a família dos envolvidos, não prestou socorro, nem acionou o Conselho Tutelar’

Em entrevista ao Diário de Votuporanga, a família do adolescente agredido dentro de uma sala de aula na Escola Estadual “Cícero Barbosa Lima Junior” contou que só ficou sabendo do caso após ver o vídeo que circula pelas redes sociais.

De acordo com K.P.S., que é prima da vítima, ao contrário do que foi dito ao jornal, pelo dirigente regional de Ensino, José Aparecido Duran Neto, a escola não tomou as medidas cabíveis, conforme ele garantiu em reportagem.

“Ficamos sabendo [da agressão] uma semana depois do ocorrido. A direção da escola não comunicou a família dos adolescentes envolvidos, não prestou socorro, não acionou o Conselho Tutelar, nem a Polícia. Qual a medida cabível que ele quis dizer?”, questiona.

Segundo ela, o menor chegou em casa machucado, na quarta-feira retrasada. “Ele disse que estava com dor de cabeça e tomou remédio. Também apresentava um galo, mas disse que tinham colocado gelo, na escola”.

A família registrou boletim de ocorrência no último sábado e o menor passou por um exame de raio x, para verificar se a agressão causou danos mais severos. “O chute acertou o rosto dele”, lembra.

  1. conta que o menino é muito tímido, e só admitiu que era ele no vídeo quando a família questionou. “Ele teve medo de contar. Tem receio do agressor voltar a atacar”.

Conforme a vítima relatou à família, o motivo da agressão foi passional. “Ele teria ‘ficado’ com a ex-namorada do autor”.

Histórico

Tanto a vítima, de 16 anos, quanto o agressor, não têm pais biológicos. Segundo K., o adolescente prejudicado foi abandonado pela mãe e passou a ser criado pelo avô. “Ele morava em Hortolândia e veio passar um Natal aqui em Votuporanga. Gostou tanto que quis ficar aqui. A irmã do avô ficou com a tutela legal dele e estava tudo bem, até esse episódio de agressão”.

Omissão

  1. lembra que a família viu o vídeo na quarta-feira à noite. “Quando foi na quinta, às 7h30 da manhã, já estávamos na porta da escola, cobrando explicações. Fizeram uma reunião com a gente, mas percebemos que a maior preocupação da escola era com o vazamento do vídeo e não com a agressão. Eles não socorreram o menino, não acionaram o Conselho Tutelar e omitiram o que aconteceu, não comunicando a própria família do menor”.

De acordo com K., os presentes na reunião teriam tentado convencer os familiares da vítima a não registrar a ocorrência, temendo que isso pudesse fazer com que o agressor fosse recolhido à um abrigo de menores. “Se o vídeo não tivesse tomado essa proporção toda, não ficaríamos nem sabendo”, completa.

Caso de polícia

A fonte conta à reportagem que a ficha do agressor, que tem menos de 15 anos, não é limpa. “Ele é mau elemento, já tem histórico policial”.

Em reunião realizada na manhã desta segunda-feira, na escola, foi comunicado à família da vítima – que estava afastada da escola desde o dia em que as gravações começaram a circular pelas redes sociais – que o agressor teria sido transferido de instituição escolar. “Parece que entraram num acordo com a mãe social dele e conseguiram a transferência, mas deixaram bem claro que não foi uma expulsão”.

Medidas judiciais

  1. agradece o apoio recebido do vereador Hery Kattwinkel, que acionou o promotor de Justiça de Votuporanga, José Vieira da Costa Neto, pedindo empenho na apuração dos fatos. O edil está dando total suporte à vítima e as informações necessárias para futuramente entrarem com as medidas judiciais cabíveis ao caso.

“O que me preocupa é que a diretoria sequer comunicou os pais e, pelo ECA [Estatuto da Criança e do Adolescente], isso é crime”, dispara Hery.

Constrangimento

  1. relata que o adolescente agredido não queria mais voltar à escola. Além da dor física [o menor levou um chute no rosto e um murro na nuca], houve um constrangimento tanto dentro da escola quanto após a divulgação dos vídeos, pelas redes sociais. “Fora isso, já colocaram medo nele, dizendo que o agressor é perigoso e pode voltar a prejudica-lo”, lamenta.

No documento, o vereador ressalta a “plena confiança e admiração nos trabalhos desenvolvidos pelos Promotores da Infância e Juventude de Votuporanga”, porém, reconhece que não pode se omitir “diante de uma grave denúncia de atos de agressões e covardia, que foram praticados dentro da sala de aula”.

 

Entenda o caso

Um aluno do primeiro ano do Ensino Médio da Escola Estadual Cícero Barbosa Lima Junior foi agredido por outro estudante, dentro da sala de aula, no início deste mês. O vídeo contendo imagens do momento em que o menor leva um chute no rosto e um murro na nuca viralizaram nas redes sociais, e chocaram a família da vítima, que só ficou sabendo do ocorrido após ver o vídeo na internet.

Em recente reportagem, o vereador Hery contou que recebeu o vídeo de um aluno, que lhe procurou pedindo providências, pois a punição dada ao autor foi muito branda. “Como não houve o suporte necessário aos estudantes, decidimos acionar a Promotoria”, explica.

Na mesma reportagem, o Diário procurou o dirigente regional de Ensino, José Aparecido Duran Neto, que rebateu o vereador: “Diferentemente do que está sendo divulgado, a escola fez sim o trabalho de mediação. As crianças citadas tiveram o atendimento especializado por parte da direção e coordenação da instituição educacional”.

Duran lamenta que a divulgação do vídeo tenha assumido proporções absurdas. “Todas as providências legais foram tomadas pela instituição. O que as pessoas não entendem é que nossa escola é inclusiva: recebemos alunos de todos os níveis sociais, econômicos e comportamentais. Temos estudantes em liberdade assistida, integrantes de projetos como o Mãe Social… Mas, independente disso, a instituição garante que o trabalho de orientação e mediação foi realizado”, reforça.

Além disso, verifique

Mais um mês positivo em geração de empregos

Os números do primeiro quadrimestre também são positivos; apontam 3.671 admissões contra 3544 desligamentos, resultando …

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Copy Protected by Chetan's WP-Copyprotect.