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Conflitos entre os olhos e as almas

(Foto – Confucio)

Por Denize do Nascimento Gonçalves –

Muitos de nós, que vivemos na Terra, nos assustamo-nos com as atrocidades, barbaridades, atitudes infelizes e condenáveis que,  ora vemos pela televisão, ora pelas redes sociais, e que estão por aí, o tempo todo a chocar-nos os olhos, o emocional e a alma, com exceção dos que exercem a violência a próprio punho, e que muitas vezes, veem-na com imensa tranquilidade.

É claro que a Terra em que vivemos encontra-se à frente apenas dos mundos primitivos na sua aparente evolução, e isto não é coisa da minha cabeça, embora encaixe perfeitamente com o que acredito desde que me entendo por gente (se desejar pesquisar encontrará conteúdos fartos sobre o assunto). Todos que aqui habitamos carregamos em nós imperfeições que não  conseguiremos eliminar totalmente em apenas uma existência. Eu não acreditaria em Deus se, como um pai, colocasse-nos no primeiro ano escolar e exigisse de nós o desenvolvimento pleno de um acadêmico em apenas um ano, ao contrário, admiro-O por nos permitir continuar passando de série a cada vida, ainda que com “mochilas” diferentes.

As críticas tomam proporções gigantescas em nossos lábios todas as vezes que vemos ou ouvimos a narrativa de cenas violentas acontecerem aqui ou ali como se já nos encontrássemos no ponto alto da evolução, tal como o aluno inteligente que olha para o lado e vê que por mais que o professor já tenha explicado a lição, há amiguinhos que não conseguiram compreender, e ele então diz: vocês são burros!

Compreender a imaturidade dos que convivem conosco, próximos ou distantes, é o que nos diferencia deles, é o que determina a nossa evolução, ainda que tenhamos outras  imperfeições a serem trabalhadas. Só erra de maneira sistemática quem ignora as consequencias do próprio erro. “Tudo paga determinado tributo à evolução.”, disse-nos um pensador, sobretudo os erros que cometemos ao longo das séries escolares da vida espiritual. Aqui, erramos com alguém; ali, alguém erra conosco. O grande problema é quando esquecemos o mal que fizemos e a Lei nos encontra para um acerto de contas; se grande a dívida, grande o acerto; se pequena…

Comecemos a olhar a vida na Terra com a lente do entendimento e da sabedoria. Critiquemos cada dia menos as ações infelizes daqueles que na Grande Escola da Vida continuam sendo alunos com extrema dificuldade em passar de ano. Apenas nos questionemos se, sendo nós os que  não erram em atrocidades, por que não conseguimos eliminar, então,  as tão pequenas fragilidades de nossa alma?

Lembremos de Confúcio (551 a.C. – 479 a.C.), foi um filósofo chinês..quando disse: “Até que o sol não brilhe, acendamos uma vela na escuridão.”, em outras palavras, poderíamos pensar: enquanto não conseguimos fazer brilhar a nossa luz interior, olhar o próximo com compreensão no meio da escuridão das críticas punitivas, já será um sinal de luz na vida.

 

 

Denize do Nascimento Gonçalves

Psicopedagoga – Profª de Redação

É colaboradora deste Diári

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