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Êh, boi!!!

Orlando Ribeiro*

 

Em quase todas as conversas, sempre nos deparamos com relatos em que as pessoas falam de acontecimentos que não esperavam, situações incômodas que jamais sonhavam passar, fatos que não escolheram e experiências que nunca desejariam. Enfim, tudo o que atravessa o caminho desta nossa vida, às vezes tão desagradáveis que deixam um gosto amargo de injustiça e até revolta. Sofrem tanto porque consideram essas experiências incompreensíveis demais. Talvez sofreríamos menos, se entendêssemos que viver é dar saltos sobre os obstáculos para alcançar a sabedoria da confiança e do otimismo, de reconhecer que a marcha da vida pode não ser obrigatoriamente justa como imaginamos. Descobrir que, algumas vezes, por mais que nos dediquemos e nos esforcemos, os resultados podem não ser os esperados. Isso se chama resignação, aceitar o que a vida nos traz e procurar avançar, pois que de nada adiantará encolher-se num canto e chorar largado.

Recolher-se em determinados momentos até pode ser bom para um exame de consciência ou um traçar de planos, entretanto, não se deve ficar muito tempo nesta situação, mesmo que isso te pareça confortável ou menos arriscado. Ficar muito tempo encolhido nos faz mal, nos assemelha aos bovinos no pasto, que se entopem de capim e depois deitam-se calmamente e ficam a ruminar. Igual ao que acontece com a gente quando ficamos remoendo os acontecimentos mais negativos e dolorosos da nossa trajetória. Nos tornamos bois no pasto da existência, a ruminar e ruminar tragédias. Chega, precisamos aprender a escapar da ruminação pessimista dos fatos ruins; mastigar e engolir a tragédia e, buscando o otimismo de que tudo passa e vai melhorar, assimilar o golpe como faz o lutador no ringue, incorporar a força de vontade e seguir adiante, porque, já diria o sábio, o caminho se faz caminhando e não parando.

Remoer acontecimentos ruins nos aprisiona na espiral fechada da depressão, na melancolia e no círculo vicioso do “por que tudo acontece comigo?”. Pense que não há um “porquê” para tudo. Reverta a espiral da depressão e a abra para o crescimento, trocando tudo pela serena luminosidade deste outro questionamento: Ao invés de “Por quê?”, pergunte-se: “Para quê?” É, isso, “para quê isso está acontecendo em minha vida???” E verá que, mesmo na dor, a situação de dor que estamos passando não é para nos machucar, mas para que a gente aprenda como podemos crescer diante deste obstáculo. Meus amigos, diante dos sofrimentos, a vida nos dá duas opções: enroscar-se com a dor num canto qualquer ou procurar soluções? Qual delas o leitor acredita ser a melhor? Fora este propósito íntimo, felizes daqueles que ainda guardam a certeza de que Deus não joga dados com o Universo e que nunca se ausenta das nossas dificuldades. No jogo da vida, Deus não joga no outro time. ELE está por nós, por isso, não deve ser a causa das nossas dores, mas o remédio para os nossos males. Então, doravante, sem essa de encolher-se no cantinho da depressão e nem ruminar o capim amargo que a vida nos faz engolir; vamos aprender a reagir e buscar a força interior. Um dia me disseram que “a vida são dois dias e, às vezes, levamos um para despertar”. Aproveitemos o dia que sobra para mudar e encontrar o caminho que conduz à “Terra Prometida”, que se chama “Plenitude”.

 

Orlando Ribeiro

Diretor da Divisão de Ciência e Tecnologias da Prefeitura de Votuporanga, mestre de cerimônias na CerimonyAll, especializado em cerimoniais de casamentos, debutantes e eventos corporativos

No Twitter: @orribe e endereço eletrônico: orlando.leitor@gmail.com

 

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