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Inveja tem moradia

Denize do Nascimento Gonçalves *

Aquele homem não tinha mesmo sorte no casamento! Já estava caminhando para um terceiro matrimônio. Perguntava-se: o que aquelas mulheres tinham que levaram-no ao fim desses relacionamentos?

Havia também, numa família de quatro mulheres, irmãs,  três com processos sérios de doença e apenas uma saudável. Esta, por sua vez, vivia incomodada porque justo ela tinha saúde. Por isso ela sofria.

Em outro caso, um irmão vivia incomodado porque acreditava que seu pai amava mais o seu irmão do que a ele próprio. Por isso ele odiava o seu irmão.

Situações como estas e tantas outras assim estão presentes dentro dos lares muito mais do que podemos imaginar. Elas passam desapercebidas, sem uma aparente forma definida, às vezes intitulada como inveja boa, branca ou rosa, esfacelando relações conjugais, fraternas e tantas outras.

O primeiro passo a observar é que o outro tem algo que chama a atenção para ele. É o que poderíamos falar de um brilho particular, uma talento, uma graça, um detalhe de personalidade, uma alegria, uma simpatia, uma capacidade para algo, enfim, qualquer pormenor que faça com que o familiar sinta-se ofuscado e diminuído. Aí surge o problema.

Se você não tem este problema em sua vida, muito provavelmente você já desenvolveu, de alguma forma, o seu próprio brilho e já caminha com o brilho que tem. Isto é ótimo. Por onde você passa, as pessoas o admiram, elogiam, gostam do seu jeito de ser, conseguem admirá-lo. Há, no entanto, os que se incomodam com o seu brilho, que o perseguem ou o ignoram, e que não conseguem ficar perto de você. Se é um cônjuge, e ainda está ao seu lado, ele vai sempre encontrar uma maneira de criticá-lo de forma incoerente ou colocá-lo para baixo a fim de apagar o seu brilho. É uma luta constante entre a luz e a sombra.

Agora, se você, caro leitor, é possuidor deste problema e se vê amarrado até o pensamento com situações de querer ser o que o outro é, mas não querer que o outro seja o que é; querer ter o que o outro tem, mas não querer que o outro tenha o que tem, você é possuidor de uma Transtorno chamado Inveja. Não se apavore, porque todos que vivemos na Terra possuímos transtornos dos mais diversos que podemos imaginar, este é apenas mais um, e que eu, particularmente denominei-o de transtorno porque, segundo o dicionário significa alterar a ordem, desorganizar, perturbar, agitar,transtornar, e não é exatamente isto que a pessoa portadora da inveja não causa no ambiente em que vive?!

Raros são os que se beneficiam da luz de alguém ou de algum lugar. Há os que preferem fechar as janelas da casa para que a luz do Sol não alcance os seus olhos e os irritem. Isto é característico de um quadro depressivo, doentio. Não é normal; como não é normal o brilho de uma pessoa incomodar a outra. Segundo Allan Kardec (1804-1869) educador, autor, tradutor francês e codificador da Doutrina Espírita disse: “Com a inveja e o ciúme, não há calma nem repouso para aquele que está atacado desse mal: os objetos de sua cobiça, de seu ódio, de seu despeito, se levantam diante dele como fantasmas que não lhe dão nenhuma trégua e o perseguem até no sono.”.

Sendo assim, caro leitor, reflitamos em torno do tema, tão necessário e importante para a nossa paz interior. Inveja e ciúme caminham de mãos dadas, são transtornos  cuja única diferença está na questão de que o ciúme é a inveja disfarçada de amor. Lutemos para nos autoiluminarmos enquanto caminhamos em direção ao voo previsto que nos conduzirá à grande viagem de volta ao lugar de onde viemos.

 

Psicopedagoga e Profª de Redação

É colaboradora deste Diário

 

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