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O sentido da vida

As raízes da identidade de um povo estão no sentido que damos para a vida humana, que tem a família como fonte de estrutura existencial. A vinda de Jesus se deu com seu nascimento numa família, fazendo o mesmo caminho de todos os seres humanos. Sua estrutura, como pessoa, foi absolvida dos princípios oferecidos por seus pais, fazendo a trajetória comum de todas as famílias.

Além de gerar vida, as famílias são também fontes dos valores essenciais para as práticas cristãs e de cidadania. Isso nos faz entender que a sociedade necessita de famílias bem estruturadas para que tenhamos pessoas de caráter, de bom comportamento, de responsabilidade e comprometidas com a vida da sociedade. Sem estrutura familiar não temos como entender o sentido da vida.

Olhando para a Família de Nazaré, Jesus, Maria e José, modelo para todas as entidades familiares, isso nos faz pensar no papel atual da família, que passa por uma crise de identidade, mas ainda é uma das instituições capaz de harmonizar a sociedade. As pessoas ainda arriscam suas vidas para defendê-la, porque os laços familiares, mesmo os mais frágeis, são comprometedores.

Muitas das responsabilidades, que são próprias dos pais, estão sendo transferidas para outras entidades. É o sintoma de uma sociedade que terceiriza tudo, inclusive a formação das crianças nos seus primeiros tempos de vida. Entendemos essa realidade como fragilização dos compromissos essenciais dos pais, trazendo como consequência direta perda do clima e da estrutura familiar.

Os filhos são dons de Deus, fundamentados no amor conjugal, com capacidade para educar na fé e nos princípios cristãos. Por exigência ética, eles têm o dever de amar os pais e ajudá-los em suas necessidades. Muitos os abandonam em casas de acolhimento por considerá-los como “peso” em suas vidas. Tem vida longa e próspera quem cuida bem de seus pais (cf. Eclo 3,3-7).

A vida tem verdadeiro sentido quando fundamentada em algumas virtudes propriamente familiares e humanas, como na humildade, na mansidão, na paciência, no perdão etc. Sem convivência e bom relacionamento comunitário a existência pessoal e familiar cai no esvaziamento e a fraternidade fica comprometida, impedindo a realização da pessoa como ser humano.

Dom Paulo Mendes Peixoto

Arcebispo de Uberaba.

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