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2018, o ano do empreendedorismo inovador

 

  • Paulo Skaf –

 

O Brasil voltou a crescer. Ainda sem a velocidade necessária, mas num ritmo consistente. O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro deve crescer 1,1% em 2017 e entre 2,8% em 2018, a taxa básica de juros (Selic) está em 7%, a inflação na casa dos 3% e o nível de desemprego em 12,8%, com recuperação de 1,4 milhão de postos de trabalho.

As boas notícias animaram os pequenos negócios. Com a projeção de encerrar 2017 com alta entre 5,5% e 6% na receita real – após dois anos operando no vermelho, os empresários estão mais confiantes: 84% acreditam que vão faturar ainda mais ou manter o desempenho nos próximos seis meses.

Os indicadores mostram o acerto das reformas estruturais já feitas, como o limite de gastos públicos, a modernização trabalhista, o novo Simples e a lei do petróleo. E demonstram também que há espaço para acelerar, com a reestruturação nos campos previdenciário e tributário, além da redução drástica da burocracia e da ampliação e barateamento do crédito produtivo.

Esse conjunto de medidas certamente ajudará o Brasil a rumar definitivamente nos trilhos do desenvolvimento. Só que apenas crescer não é suficiente; precisamos nos tornar verdadeiramente sustentáveis.

Assim como afirmei, no final de 2015, que o resgate da confiança seria vital para a volta do crescimento, asseguro que o investimento no empreendedorismo e na inovação é a chave para futuro saudável do Brasil. Não é ‘achismo’, é fato.

Vejam o que aconteceu no Vale do Silício, Estados Unidos, que visitei numa missão com empresários, donos de startups e lideranças. As empresas ali instaladas tiveram US$ 134,2 bilhões de lucro no ano passado e respondem por quase 10% do PIB mundial. O que mais se ouve por lá é que ‘essa experiência mudou minha vida, da minha empresa, das pessoas que estão ao meu redor’; ‘aqui, sem dúvida, me tornei um empreendedor mais corajoso’; ‘a gente respira inovação e alimenta nossas ideias’; ‘o contato com grandes empresas e investidores é diário e intenso’.

Nada mais natural. Afinal, em todas as instalações do Vale do Silício, ideias, tendências, oportunidades não encontram obstáculos para se tornar um empreendimento. O fracasso não é visto como fim, mas como meio de aprendizado para avançar, fazendo mais e melhor.  E o ambiente é propício: sem burocracia, com acesso a financiamento, conhecimento acadêmico, as empresas inovadoras fervilham, transformando os modos de produção e de consumo, gerando empregos e divisas.

Enquanto visitava esse oásis de inovação tecnológica e ouvia tais relatos, crescia minha convicção que este é o caminho para o futuro. Voltei de lá determinado a incentivar ainda mais este segmento que representa quase 50% do total movimentado pela economia criativa no Estado de São Paulo e ocupa mais de 100 mil pessoas.

Aqui vamos construir um modelo que certamente será referência, baseado no tripé que faz a diferença nos EUA: políticas públicas de incentivo ao empreendedorismo, macroambiente focado na inovação e academia-empresa plenamente integradas. Matéria prima não vai faltar. Temos mentes criativas, competentes e inovadoras que estão prontas para criar o futuro.

É o que tenho visto, tanto na Fiesp, nos concursos Acelera SP e Hackathon, quanto no Sebrae-SP, com o StartupSP, programa de pré-aceleração de startups digitais. Iniciado neste ano com um concorrido processo seletivo, 78 empresas validaram seu modelo de negócio e, em quatro meses, conseguiram dobrar o número de funcionários, triplicar o número de clientes atendidos e quase quadruplicar o faturamento. Além disso, 15 delas estão prestes a receber aporte financeiro de investidores anjos.

Isso é investir na retomada sustentável do crescimento; isso é olhar para o futuro.

Boas Festas a todos, com energia para enfrentarmos os desafios de 2018 com coragem, serenidade e inovação.

 

  • Paulo Skaf – Presidente Sebrae-SP

 

 

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