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Por que fazer o bem?

Denize do Nascimento Gonçalves –

Se existe uma coisa que ainda não ficou muito clara nesta vida, para muitos de nós, é o sentido de se fazer o bem, do valor da caridade, do por- quê de ajudar o próximo. Fazer o bem faz bem mesmo ou é só conversa?!

Vejamos.

Conta-se uma história de um fazendeiro muito rico, possuidor de muitas terras produtoras de diversos tipos de frutas. Seu prazer era doar parte das suas frutas aos amigos, vizinhos, hospitais e asilos da cidade próxima e vizinha. Aquele era o que poderia se chamar de um homem muito feliz e possuidor de uma vida próspera, muito próspera.

Um dia, recebeu a visita de um compadre que morava muito longe. Quando o compadre viu o que o fazendeiro fazia com parte de sua produção disse-lhe que aquele gesto era loucura da parte dele; que ele deveria parar com tudo aquilo, e pior, ainda colocou uma pulga atrás da sua orelha falando que ele podia observar que ninguém dava nada pra ele em troca. Foi o suficiente para o fazendeiro mudar de vida.

Um ano depois, o compadre fazendeiro estava muito triste e ele e ninguém entendia o porquê. Ele havia ficado mais rico, porém  muito triste. Foi aí que um antigo vizinho, conhecido por sua sabedoria, veio visitá-lo. O fazendeiro o recebeu muito bem e logo questionou-o por que sua vida se transformara tanto?! Ele não compreendia. O sábio vizinho, já sabedor de toda a história, sentiu-se no dever de responder-lhe:

– Sabe, meu amigo, você, durante anos, fez a alegria de muita, mas muita gente doando os frutos de suas colheitas fartas. Pessoas carentes recebiam-nas e alimentavam-se delas. Elas não tinham como retribuir tanta generosidade senão através de suas orações. A alegria que elas recebiam do que você proporcionava a elas, voltava pra você como uma verdadeira torre de transmissão; e você as captava.

Imediatamente, o fazendeiro compreendeu o que o vizinho lhe dissera, pôs-se de pé, e encaminharam-se para o centro de distribuição da fazenda, quando de lá, determinou que os seus funcionários voltassem a carregar o caminhão como faziam nas antigas entregas até um ano atrás, mas a partir daquele dia, ele levaria, pessoalmente, as suas doações.

Compreendido o valor de se fazer o bem, os benefícios são sentidos.

Segundo Madre Teresa de Calcutá, “No mundo há mais fome de amor do que de pão”.

De fato, talvez as necessidades que giram em torno de nós nem sempre sejam a do pão, mas a da ajuda, da solidariedade, do trabalho voluntário a alguma instituição beneficente, a alguma igreja, ao próximo. Encontrarmos um lugar para, semanalmente, ajudarmos em alguma atividade, é um dever que se torna um prazer.

Que 2018 seja uma ano onde não fiquemos apenas nas palavras, nos projetos de reeducação alimentar, de início de exercícios físicos e de empenho no trabalho voluntário. Cuidemos do corpo, mas cuidemos também da alma. O bem que fizermos ao próximo será sempre a nossa maior riqueza, e acompanhar-nos-á além do túmulo.

 

Denize do Nascimento Gonçalves

Psicopedagogia

Profª de Redação

É colaboradora deste Diário

 

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