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Ecumenismo: uma realidade

Denize do Nascimento Gonçalves *

Uma das coisas mais lindas da vida se chama: respeito.

Respeitar as diferenças. Respeitar a cor da pele, as ideias, a opção sexual, a religião…

Certa vez, perguntaram a Tenzin Gyatso, um líder religioso, nascido em 1935, que desde 1950 vem sendo um Dalai Lama, qual a melhor religião, convicto de que ele responderia ser o budismo tibetano, ou mesmo as religiões orientais. Para a surpresa do entrevistador, ele respondeu olhando nos seus olhos as seguintes palavras: “A melhor religião é aquela que te aproxima de Deus; é a que faz de ti uma pessoa melhor. E completou: aquela que te faz mais compassivo, mais desapegado, mais amoroso, mais humanitário, mais responsável, mais ético… A religião que conseguir isso de ti é a melhor religião.”

Quando nós somos convidados para fazer parte de um culto ecumênico, a sensação que temos é de real alegria. Sabemos que lá falarão, pelo menos, um pastor evangélico, um padre, um espírita. Que a plateia contará com pessoas de religiões diversas rendendo um culto de agradecimento a Deus e de louvor aos ensinamentos cristãos, e isto é um avanço humano na evolução moral.

Há quem acredita que religião é algo totalmente desnecessário à nossa vida. Religião é algo que te liga a Deus. Ponto. O que te liga a Deus? Onde você ouve falar de Deus ou que estuda as coisas de Deus? Na escola? Na Universidade? No trabalho? Num barzinho, lanchonete ou restaurante? Se o aluno vai para a escola para desenvolver o intelecto, para onde a criança ou o adulto devem ir para desenvolver o espírito?

Em meio a tantas divergências, críticas e perseguições a esta ou aquela religião, vemos a necessidade de se educar a alma. Preocupamos tanto com a educação intelectual das nossas  crianças, mas esquecemos, muitas vezes, da educação espiritual das mesmas. Esta estatística podemos encontrar quando, num grupo de 120 crianças pedimos para que levantem a mão aquelas que frequentam alguma religião. Poucas levantam.

Esta semana,  um ex-aluno da terceira série do ensino fundamental adentrou a minha casa e fez-me um convite para representar a nossa religião no seu culto ecumêmico de formatura de Direito. Eu fiquei contente com o convite, porém, fiquei mais contente ainda porque durante toda a nossa conversa ele mencionou, várias vezes o nome “Deus” em sinal de gratidão. Ele cresceu num centro religioso, levado por seus pais, duas a três vezes por semana, e agora, na hora de finalizar a sua caminhada acadêmica, a gratidão a Deus teria que estar registrada nos dias da formatura. E assim, outros também desejam fazer.

 

Denize do Nascimento Gonçalves

Psicopedagoga – Psicanálise Clínica

É colaboradora deste Diário

 

 

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