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     A boa visita a um doente (parte 1)

 

Denize do Nascimento Gonçalves –

 

 

Visitar é uma caridade, e além do mais é  uma das formas de fazermos ao outro aquilo que gostaríamos que nos fosse feito se estivéssemos nesta condição, segundo a metodologia do grande Mestre Jesus. A visita, apesar de ser uma caridade, deve ser feita em favor do doente, e não em seu prejuízo.

Por vezes, ouvimos relatos de pessoas que foram visitadas e que ao sair da visita, sentiram-se mal, tiveram o seu quadro clínico agravado, deixando nelas uma sensação de não quererem mais ver a visita na frente por um bom tempo.

Num outro relato, a doente enviou um recado pelo filho da que a visitou, para que ela não voltasse mais ali para visitá-la em função do mal estar que ela gerou na doente durante a visita.

Situações como estas acontecem no dia a dia por questões de não sabermos fazer o certo, acreditarmos que estamos fazendo uma caridade e que só o fato de estarmos ali, já é uma grande caridade. Não, não é. Não basta fazermos a visita, é preciso fazermos uma boa visita! Segundo Hipócrates, fisósofo grego, nascido 460 a.C., considerado por muitos uma das figuras mais importantes da história da Medicina: “Aos doentes tenha por hábito duas coisas: ajudar, ou, pelo menos, não produzir danos.”

Sendo assim, vale a pena estarmos atentos às dicas refletidas e analisadas por um grupo de pessoas que se reúnem, semanalmente, para burilamento de comportamentos e atitudes próprias com o fim de tornar a vida mais leve no campo da convivência. Devemos, então:

1- Primeiramente, entrar em contato, telefonar ou perguntar para a pessoa doente ou para quem está responsável por ela para sabermos se a mesma está podendo receber visita. Se  a resposta for positiva, perguntar  o dia e a hora em que podemos visitá-la; se negativa, enviar um cartão, algumas flores ou mesmo um telefonema rápido se o enfermo puder atender.

2- Preparar-nos, emocionalmente, para encontrar a pessoa que vamos visitar, qualquer que seja o quadro que nos propusermos encontrar, e ao abordarmos o enfermo evitar aquela tradicional frase: ” Como vai? Tudo bem?”. Lembremos que é difícil um enfermo estar bem. Ele está doente, querendo ficar bem. O ideal, neste momento é dizer: “E aí, Fulano, vamos que vamos?!”, com um semblante alegre e otimista, e aguardar a resposta.

3-Estar limpos e higienizados, procurando fazer a visita sem constrangimentos de possíveis odores desagradáveis ao doente, evitando dar-lhe a mão(limpa), a não ser que o próprio enfermo tenha a iniciativa de levar a mão para cumprimento, e sobretudo, deixando o celular(portal de bactérias) desligado, afinal, a prioridade naquele momento é a visita ao doente, não é mesmo?!

4- Fazer a visita por prazer e não por obrigação, dizendo “já que eu estava passando por aqui aproveitei para fazer a visita, mas é rápido porque estou com pressa.”. Nunca! Nem pensar! Sendo assim, o melhor é nem fazer a visita, não é verdade?!

5- Levar ao doente a alegria serena,  uma palavra de conforto,  de esperança, de consolo, de bom ânimo, procurando deixá-lo melhor do que quando o encontramos. Podemos fazer uso de uma mensagem edificante e consoladora utilizando-nos  de um livro apropriado para o momento com um pequeno texto previamente escolhido.

Esta é a primeira parte de um estudo reflexivo sobre a boa visita a um doente, a outra parte estará neste espaço na próxima quarta-feira, pois que percebemos o quanto precisamos desenvolver em nós habilidades de uma boa visita.

 

Denize do Nascimento Gonçalves

Psicopedagogia – Psicanálise Clínica

É colaboradora deste Diário

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