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Como você se classifica na questão da (in)fidelidade?

Mirian Goldenberg *

 

A maior parte afirma ser fiel, mesmo admitindo ser “natural” sentir atração por outras mulheres

No livro “Por que homens e mulheres traem?” analisei o discurso de homens que afirmam ser “poligâmicos” e “monogâmicos”.

Alguns homens disseram que são “poligâmicos por natureza”, e que, mesmo felizes com as esposas, não podem trair a si mesmos e negar o desejo por outras mulheres. Eles acreditam que a fidelidade é uma violência contra a própria natureza.

A maior parte dos meus pesquisados afirmou ser (ou querer ser) fiel, mesmo admitindo ser “natural” sentir atração por outras mulheres. No entanto, encontrei vários tipos de “monogâmicos”.

Alguns homens disseram que são “poligâmicos por natureza”, e que, mesmo felizes com as esposas, não podem trair a si mesmos e negar o desejo por outras mulheres

Alguns homens disseram que são “poligâmicos por natureza”, e que, mesmo felizes com as esposas, não podem trair a si mesmos e negar o desejo por outras mulheres – Heidy Norel

Muitos são, como um ator de 48 anos, “monogâmicos por amor”:

“Demorei para encontrar o amor da minha vida. Tive muitos relacionamentos que só me fizeram sofrer. Agora estou feliz. Por que iria correr o risco de perder a minha esposa? Por uma transa sem qualquer significado? Sei que é difícil encontrar uma mulher tão especial. Não sou idiota de jogar no lixo um amor como o nosso”.

Outros são “monogâmicos por opção”, como um médico de 57 anos:

“Tenho uma relação de muito companheirismo, minha mulher sempre me apoiou nos momentos mais difíceis da minha vida. Só se eu fosse um cafajeste conseguiria mentir e trair a minha melhor amiga. Infelizmente, conheço muitos homens assim”.

Alguns são “monogâmicos infiéis”: traíram as esposas em momentos de crise do casamento ou um pouco antes da separação.

Encontrei um advogado de 50 anos que é “monogâmico sucessivo”:

“Caso, sou fiel, separo, caso, sou fiel, separo e assim sucessivamente. Tenho como lema: não faça ao outro o que não quer que façam com você. Casei e separei cinco vezes, mas sempre fui fiel”.

Por fim, um engenheiro de 61 anos disse que é “monogâmico por preguiça”:

“Já tive muitos casos, mas, na minha idade, não tenho mais condição física, financeira e psicológica para ter amantes. As mulheres não aceitam mais um homem pela metade. Já se foi o meu tempo de ter uma mulher em casa e outras na rua. Não quero mais confusão na minha vida”.

 

Ele conclui: “Sou fiel só por preguiça! Trair dá muito trabalho! Mal consigo satisfazer as demandas e cobranças da minha esposa, como poderia administrar as exigências de duas ou três mulheres?”

E você? Como se classifica na questão da (in)fidelidade?

 

Mirian Goldenberg

É antropóloga e professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro. É autora de “A Bela Velhice”.

 

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