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A Perfeição de Deus

Orlando Ribeiro *

 

Hoje, recordei uma história acontecida em Brooklyn, Nova Iorque., registrada nos anais da Chush, uma entidade escola tal qual a Apae e o Recanto Tia Marlene; por isso, dedico este singelo artigo ao casal Gianotti e à Malu que, indiscutivelmente, dedicam suas vidas aos assistidos por estas duas instituições. Num jantar promovido para arrecadar fundos para sua manutenção, o pai de uma das crianças pediu para falar. Depois de elogiar a escola, o homem questionou a plateia: “Se tudo o que DEUS faz é feito com perfeição, por que o meu filho nasceu deficiente? O meu filho não pode entender as coisas como outras crianças entendem; não se pode lembrar de fatos e números como as outras crianças. Então, onde está a perfeição de Deus?”. É claro que as perguntas chocaram os presentes, que ficaram sensibilizados com o sofrimento daquele pai. Porém, para quem esperava um rosário de lamentações, ele continuou seu discurso de forma surpreendente. “Acredito que quando Deus traz uma criança especial ao mundo, a perfeição que Ele busca está no modo como as pessoas reagem diante desta criança”. Vejam a profundidade da afirmação desse homem: a perfeição de Deus não está na condição da criatura especial, mas na NOSSA reação diante dela. Para comprovar sua tese, contou um fato sucedido quando ele e Peter, seu filho, caminhavam pelo parque e viram um grupo de garotos jogando beisebol. Seu filho insistiu para jogar, mas pelas limitações do menino, pensou o pai, os outros garotos talvez não o deixariam jogar. O pai aproximou-se do grupo e pediu uma vaga para o filho; o garoto mais velho olhou ao redor, buscando a aprovação de seus companheiros e disse que, embora seu time estivesse perdendo por seis pontos e o jogo já estava na oitava rodada, concordaria em colocá-lo para ser o rebatedor. Para quem não conhece o beisebol, trata-se de um esporte jogado em nove rodadas e cada ponto é conquistado sempre que a equipe que bate completa uma volta num quadrilátero, com quatro estações chamadas de bases. Peter seria o rebatedor, o jogador que, com um bastão, precisa acertar na bola do lançador, mandando-a o mais distante possível, para que seu time tenha tempo de correr e conquistar as bases. No final da nona partida, a equipe de Peter tinha a jogada decisiva e ele seria o rebatedor. Naquele momento, o pai pensou se o time deixaria mesmo seu filho, de fato, tentar rebater a bola nestas circunstâncias e jogar fora a última possibilidade de ganhar o jogo. Todos sabiam que isso seria quase impossível, porque ele nem mesmo conseguia segurar direito o bastão, mas Peter tomou posição, o lançador se moveu poucos passos para lançar a bola de maneira que ela pudesse ser facilmente rebatida. Foi feito o primeiro lançamento e Peter balançou desajeitadamente e perdeu. Então, um dos meninos foi até ele e juntos seguraram o bastão e encararam o lançador. O lançador deu novamente alguns passos e lançou a bola o mais suavemente possível. Quando veio o lançamento, Peter e o seu companheiro balançaram o bastão e juntos rebateram a lenta bola do lançador. O lançador apanhou a suave bola e poderia tê-la lançado facilmente ao primeiro homem da base e Peter estaria fora do jogo e isso terminaria a partida. Entretanto, ao invés disso, o menino lançou-a numa curva longa e alta, para o campo, o mais distante do alcance do seu próprio time. Peter, desengonçado, saiu correndo para a base principal, pisou nela com toda dificuldade e, naquele instante, todos os 18 meninos, de ambas as equipes, o ergueram nos ombros fazendo dele o herói, como se ele tivesse vencido a partida sozinho. Naquele dia, os 18 meninos alcançaram a “Perfeição de Deus”. Queridos leitores, às vezes, fico a pensar que o caminho para o nosso aperfeiçoamento não precisa ser descoberto, basta ser lembrado, lembrado daquele tempo em que éramos crianças, como aqueles 18 jogadores do time de beisebol.

 

(* Radialista, Mestre de Cerimônias e Celebrante de Casamentos, Diretor de Departamento de Relação e Fomento no Desenvolvimento Econômico de Votuporanga)

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