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4 expectativas internacionais para o EaD em 2018

Avanço nas tecnologias e aumento nas matrículas em cursos online devem dar a tônica do setor de ensino a distância neste ano

 Quanto mais estudantes procuram alternativas flexíveis de ensino ao invés dos modelos tradicionais disponíveis, mais os cursos EaD melhoram. Entre outras tendências, 2017 viu a proliferação de credenciais menores por detrás de níveis de ensino oferecidos em formato online, aumentando as matrículas em programas a distância em universidades sem fins lucrativos e o uso de big data para acompanhar o desempenho dos alunos.

Essas tendências são a base para o que o setor deve vivenciar em 2018, segundo analistas. Listamos a seguir quatro perspectivas no horizonte do ensino a distância para esse ano, de acordo com estes observadores internacionais.

 

A continuidade do crescimento de matrículas

O número de estadunidenses matriculados em ao menos um curso online cresceu 5,6% entre o fim de 2015 e o de 2017, um rápido índice se comparado aos três anos anteriores, de acordo com o relatório publicado recentemente pela Babson Survey Research Group. A pesquisa indica que essa tendência continuará em 2018, provavelmente com mais um dígito marcando o 15º ano consecutivo de crescimento de matrículas no mundo e aliado à queda de alunos que procuram campus físicos a cada ano.

 

Para a Babson, as matrículas vão se manter em alta em instituições sem fins lucrativos, mas o futuro não é claro para para as universidades que cobram mensalidades por seus cursos online. Elas experimentaram quedas nas matrículas e receberam críticas em 2017 pelas práticas questionáveis de recrutamento de alunos e pelas baixas taxas de qualidade nas suas graduações.

 

Uso de mais modernas tecnologias em cursos online

As instituições europeias e estadunidenses devem incrementar o uso de tecnologias para melhorar seus currículos, motivando suas paralelas na América Latina e Ásia a fazerem o mesmo. Ao menos essa é a expectativa da presidente do departamento online da Universidade de Drexel, na Filadélfia, EUA, Susan Aldridge, em entrevista ao jornal Washington Post.

 

Um exemplo disso é a realidade virtual, que permite aos estudantes em diferentes disciplinas o aprendizado por meio de ambientes simulados. Outra inovação está nas chamadas tecnologias remotas, como videoconferências e telepresenças robóticas, que permitem uma interação mais face a face entre alunos e professores espalhados pelas instituições. Ainda que pareça distante, em alguns lugares isso já é quase realidade.

 

“Há novas empresas projetando essas novas tecnologias de formais que nós jamais vimos antes”, disse Aldridge. “E as universidades que pensam adiante estão adquirindo essas novidades”, completou.

 

Há ainda a “gameficação” (gamification) – ou o aprendizado em formato de jogo – que é esperada para crescer em popularidade entre os cursos de educação superior nos próximos anos. O uso de inteligência artificial vai provavelmente proliferar-se também entre os variados níveis de programas online. Alguns cursos já possuem robôs que funcionam como assistentes dos professores.

 

Mais cursos voltados para a área médica

As tecnologias como a realidade virtual e as simulações devem contribuir para mais cursos oferecidos em áreas médicas, dizem os analistas internacionais, já que os programas online podem agora ensinar virtualmente aos estudantes como interagir com seus pacientes. Mesmo escolas de medicina dos EUA estão incorporando disciplinas online em suas ementas. No Brasil, as principais universidades do setor ainda são 100% presenciais.

 

A 2U, empresa cujos parceiros eram colegas de universidade e que atua na área de cursos de graduação online, recentemente lançou um mestrado online de Assistente Médico junto com a Ivy League, da Universidade de Yale (EUA), por exemplo. A companhia também estabeleceu uma aliança com a Southern California University para criar um curso parcialmente a distância de Fisioterapia, que estará disponível ainda este ano para qualquer pessoa do mundo.

 

Uma grande motivação para ensinar habilidades profissionais específicas

Muitos estudantes completam seus programas online porque planejam acelerar suas carreiras profissionais, mas ainda querem continuar trabalhando em período integral. “As indústrias estão olhando para instituições que não têm apenas estudantes que possuem conhecimento, mas a habilidade de aplicá-lo de diferentes formas”, disse Susan Aldridge ao Washington Post. “Tem muito conhecimento que está concentrado apenas em leituras e escritas de artigos”, completou.

 

Os cursos online devem incrementar seus programas em habilidades que possam ser aplicadas no mercado de trabalho, mais especificamente em análises de dados e mídias digitais. Isso é claro no caso brasileiro, onde um estudo publicado pelo Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), órgão ligado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, mostrou que o número de cursos de pós-graduação tiveram crescimento anual de 6,4% em novos programas oferecidos pelas instituições de ensino – muito por causa dos mestrados profissionais.

 

Inaugurados nos anos 90 para suprir uma demanda de profissionais qualificados em alguns setores do mercado de trabalho, eles já representavam 14% do total de formações superiores no país em 2014. A maioria deles voltados para a área de Ciências da Saúde (15,69% do total) e Ciências Humanas (14,39%).

 

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