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Como amaremos o nosso próximo…

…. se não aprendermos a amar a nós mesmos?

Denize do Nascimento Gonçalves *

Fazemos parte de uma espécie que desde pequena necessita de cuidados especiais.

Dependemos dos mais velhos para cuidarem de nós, senão, simplesmente…

É nesse ponto que entra o amor. O amor que recebemos dos mais velhos e que nos ensina a amar. O respeito ao nosso ser quando ainda criança que nos ensina a amarmo-nos tal qual somos. Quando ouvimos elogios em nosso favor, começamos a nos valorizar. Quando ouvimos críticas, nos odiamos. Quando fazemos parte de um contexto familiar que nos permite sentir o que é o amor, crescemos interiormente a cada dia; quando esse contexto torna-se distante da nossa realidade, nos perdemos. Fugimos de nós mesmos. Desejamos morrer, desaparecer, sumir. Acreditamos que não somos ninguém. Os conflitos são duros de serem enfrentados; falta o amor do ombro familiar, a palavra que acalma e consola. Quantos buscam a morte como consolo imediato das suas angústias na falta desse verdadeiro sentimento? Triste ilusão.

O mais curioso de tudo é que os mais velhos um dia também foram crianças. Ouviram elogios que os impulsionavam para frente ou críticas que os empurravam para trás. Nos elogios havia um olhar de amor, carregado de carinho. Nas críticas, viam-se os olhos agressivos de raiva carregado de um sentimento negro oposto ao amor. Em ambas as situações o foram dos mais velhos também.

Aprendemos com o tempo, em função da convivência, que a vida é uma escola. A família, a primeira grande escola; os bancos escolares, a segunda; a sociedade, a terceira.

Sabemos que amor é algo que se alimenta, que se constrói, que dá trabalho. No entanto, quando tudo caminha na direção certa, quem aprendeu o que é o amor, torna-se mestre com os mais velhos que o ensinaram a amar… Que o amor é paciente para esperar o outro crescer e aprender no seu tempo. Que quem ama dialoga, compreende, escuta, auxilia, respeita, caminha junto no passo do outro. Que para ser mestre do amor tem que ter aprendido a ser antes de tudo, humilde de coração.

Chegamos, então, ao ponto crucial da questão: como amaremos o nosso próximo se não aprendermos a amar a nós mesmos?

Ciclo complicado é o do amor. Alguém o inicia, porém o seu ciclo já foi iniciado com um outro alguém, que por sua vez já fora iniciado por um outro alguém; e assim por diante.

As vitórias do relacionamento de sucesso estampam-se em cores alegres na alma da criança. São os raros adultos que se alegram com a felicidade dos outros. Os demais, frutos da falta de amor, trazem um semblante pesado ainda que se esforcem para sorrir. Na alma estampam-se, porém, o preto da tristeza e o branco do vazio. Quem não aprende a amar a si próprio, raramente amará o seu próximo.

Todo ser de nossa espécie é passível de impressão. Os mais velhos imprimem o que têm em mãos e marcam profundamente os mais novos. Se já fomos marcados, tenhamos consciência das cores que estão impressas em nós para que possamos nos certificar das cores que estaremos imprimindo no próximo.

As cores dessa impressão resultam simplesmente nas cores que enxergamos o mundo.

Há sempre uma esperança quando o assunto é “A-M-O-R”.

Renovemo-nos para o amor interno e amemo-nos uns aos outros com todas as forças do nosso ser.

 

Denize do Nascimento Gonçalves

Psicanálise Clínica

É colaboradora deste Diário

 

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