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Alunos fazem protesto em faculdade contra o machismo

Alunos vestidos de preto colaram cartazes no totem da faculdade de Rio Preto (Foto: Arquivo Pessoal)

(Fonte:G1)Cerca de 200 pessoas participaram do ato, na Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto – Famerp.

 

Cerca de 200 estudantes da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (SP), a Famerp, protestaram nesta sexta-feira (13) contra o aluno de medicina que foi detido suspeito de filmar as partes íntimas de mulheres.

Vestidos de preto e segurando cartazes com frases contra o machismo, os estudantes percorreram o prédio da faculdade e cobraram um posicionamento da direção sobre o caso. Ao final do protesto, cartazes foram colados no letreiro da Famerp.

“Não queremos deixar que o caso seja esquecido”, diz uma estudante da Famerp, que não quis se identificar.

Segundo a aluna, o suspeito já havia sido flagrado filmando mulheres na faculdade e foi oferecido acompanhamento psicológico, no entanto, nenhuma outra atitude foi tomada.

“Eu me sinto assustada porque não sei se pode acontecer comigo também. Ele não foi afastado da faculdade e não sei até que ponto ele pode chegar”, afirma.

A Famerp disse, em nota, que não compactua com o comportamento do aluno e que a direção da faculdade dá celeridade na apuração do ocorrido para agilizar a conclusão do processo de investigação.

 

O caso

O estudante da Famerp foi detido na última terça-feira (10), após ser flagrado usando o celular para gravar as partes íntimas de mulheres que passavam por ele.

Segundo informações da Polícia Militar, o suspeito foi flagrado com um vídeo que havia acabado de gravar de uma colega da faculdade.

Os policiais foram até a casa dele e, durante vistoria, encontraram outros 70 vídeos parecidos em um notebook. O aparelho foi apreendido e deve ajudar nas investigações.

O estudante foi levado à delegacia de Rio Preto, onde foi enquadrado em um termo circunstanciado de perturbação à tranquilidade. Ele prestou depoimento e foi liberado em seguida.

No entanto, a Polícia Civil determinou que punições administrativas devem ser aplicadas pela faculdade. Segundo a faculdade, o aluno já fazia atendimento psicológico e psiquiátrico por causa dessa prática.

 

Confira a nota da Famerp sobre o caso

“A Faculdade de Medicina de Rio Preto – Famerp esclarece que prestou toda assistência à aluna A.A.B. e que tomará as medidas previstas no Regimento Interno da instituição.

No final do ano passado, a direção recebeu relatos de alunas e recomendou que as mesmas fizessem um boletim de ocorrência a fim de iniciar uma investigação policial. No mesmo dia, a faculdade iniciou a apuração e como medida administrativa proibiu o aluno de utilizar celular dentro do campus. Ele foi encaminhado à Assistência de Apoio ao Aluno para atendimento psicológico e psiquiátrico. Na primeira sessão, admitiu o transtorno e aceitou o tratamento que segue com atendimento prestado regularmente até esta data.”

 

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