Powered by free wordpress themes

Home / Opinião / Ricos e pobres

Powered by free wordpress themes

Ricos e pobres

Addson Luis *

Em uma caminhada por uma cidade qualquer, seja grande ou pequena, percebe-se as diferenças entre seus bairros rapidamente. Alguns são muito belos, com enormes casarões e árvores bem dispostas. Em outros vê-se maior simplicidade que se acentua conforme o grau de pobreza. Neste último modelo, muitas vezes as ruas encontram-se esburacadas, as calçadas irregulares e as casas com uma estética deplorável.

Não é errado haver diferenças expressivas entre as classes sociais; este é o cerne do “capitalismo”. Errado é o intento do governo em tentar diminuir a distância entre elas, buscando até mesmo igualá-las. É totalmente possível concretizar esse plano, mas ao contrário do que pregam os demagogos, em uma possível “igualdade”, os mais pobres não enriquecerão, mas os ricos tornar-se-ão mais pobres. Há vantagem nisso?

Há políticos que culpam as classes mais abastadas, asseverando que elas são responsáveis pela pobreza da maioria. Deste modo, lançam uns contra os outros e o verdadeiro papel do Estado se corrompe e se perde. Um governo é criado para buscar a felicidade. Indivíduos reúnem-se, concedem poder a um grupo seleto a fim de que este conduza todos os demais com sabedoria. Segundo este raciocínio, pode-se deduzir que o papel do político é visar a organização e não agir segundo seus próprios interesses, mas sempre sob os anseios da maioria. Infelizmente o contrário ocorre; políticos, principalmente os de alto escalão, agem de modo a incitar animosidades entre ricos e pobres, como se essas duas classes fossem inimigas mortais.

Quando um indivíduo torna-se mais pobre, perde parcialmente, ou totalmente, suas condições de investir em algum negócio. O capital inicial para qualquer empreendimento vem da poupança (na falta desta recorre-se ao banco, mas mesmo com dinheiro vindo dessa instituição, é preciso que inúmeros fatores contribuam para a quitação da dívida, como boas vendas, boa administração e impostos baixos ou, ao menos, “compatíveis” com o valor do produto) que só é possível com certa resignação; poupa-se agora, abrindo mão de certos bens para alcançar um objetivo claro e maior. Se o governo intervir expressivamente, como ocorre no Brasil, a iniciativa privada é sufocada, os investimentos tornam-se impossíveis, inviáveis e caem; o crescimento é impossibilitado.

O investidor, comerciante, empresário, não são vistos com bons olhos às vezes; eles foram caricaturados por uma cultura vil e ignorante e de acordo com ela, ser rico é verdadeiro “pecado”. Não há mal algum em colher os frutos do próprio trabalho, mesmo que esses frutos sejam vultosos. Erro grave, e verdadeiro “pecado” é cometido por políticos em matéria de economia que alegam: a pobreza existente na sociedade é culpa dos mais ricos.

Um indivíduo vive de modo a buscar a própria felicidade e um governo, por ser um conglomerado de indivíduos, deve fazer o mesmo. Mas o governo deve buscar a felicidade de todos e não a de si próprio. Para fazê-lo é preciso que, se não tiver condições de ajudar, também não atrapalhe. Cada cidadão pensa de um modo, deseja uma coisa e a classe política não tem condições de abarcar todas as linhas de pensamento existentes, nem tampouco fazer todos felizes. Por conta dessa impotência é preciso que o Estado seja limitado, “pequeno”, do tamanho necessário. Por exemplo, é comum presenciar discussões sobre a educação; este ou aquele prefere isto ou aquilo. Qual padrão empregar? Certamente há um padrão, talvez até mais de um, capaz de educar da melhor maneira uma maioria, mas haverá uma parcela que não irá se adaptar bem ao padrão. Se o Estado for “pequeno”, haverá menos impostos e as classes mais pobres terão uma vida mais digna, tendo até mesmo a possibilidade de pagar um ensino particular aos seus filhos. Se o pai deseja uma educação para seu filho com viés mais científico, filosófico ou até versada em alguma religião, será possível.

A autonomia econômica reflete em outras áreas da vida, melhorando-a. Para isso ocorrer, é preciso que o Estado diminua, diminua, diminua e diminua. É comum ouvir a frase: “imposto é roubo” de alguns liberais ou libertários, mas ela precisa ser retificada; imposto só é roubo quando mal aplicado. É preciso impostos para a manutenção do Estado, pois a iniciativa privada, apesar de ser inteligente e extremamente capacitada em matéria econômica, não pode sê-lo em outras. Por exemplo, não faz sentido que o exército de um país seja dissolvido e “exércitos privados” ocupem seu lugar; também não é interessante que o corpo de magistrados seja um produto privado.

É preciso incutir na cabeça: quanto maior o Estado, mais burocrático e ineficiente ele é. Por isso, e outras coisas, é necessário lutar para um país mais livre, com menos impostos e que enriquecer não seja “pecado”.

  • Addson Luis – Estudante do IFSP, Campus Votuporanga.

Além disso, verifique

Bastidores

De quinta (16) até domingo Votuporanga sedia a Decorshow, “a maior feira comercial de decoração, …

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Copy Protected by Chetan's WP-Copyprotect.