Powered by free wordpress themes

Home / Opinião / Dia do Assistente Social, conquistas e desafios

Powered by free wordpress themes

Dia do Assistente Social, conquistas e desafios

Por Célia L.S. Soares

Qual é a importância do Assistente Social para a sociedade? Pois bem, antes de responder, precisamos conhecer um pouquinho da trajetória do Serviço Social.

A profissão surgiu no Brasil logo após a revolução Industrial nos anos de 1930. Com a industrialização, a expansão da classe operária e dos setores médios urbanos desenhou – se um novo contexto nas cidades, tanto referente ao crescimento demográfico quanto ao aumento da pobreza. Aqui falar de pobreza significa entender que ela é a expressão direta das relações vigentes na sociedade do capital, onde riqueza e miséria convivem legitimando as desigualdades. Karl Marx (grande filósofo), parte da premissa de que a história da sociedade é a de luta de classes, portanto, existe sempre a classe dos opressores e outra dos oprimidos.

Neste período os Assistentes Sociais contribuíam com a igreja no atendimento aos mais pobres, porém o que predominava era uma visão funcionalista, positivista em que a Assistência Social era sinônima de favor, caridade, benemerência, assistencialismo.

Aqui vale frisar que a tradição e a história da profissão carregam ainda essa lógica com cunho “assistencialista”, até os dias atuais, sendo a ajuda enfatizada, em vez da noção de direito. É necessário desmistificar esta concepção, como veremos a seguir.

O debate sobre os serviços e as ações no campo da Assistência Social sob a responsabilidade do Estado é recente na sociedade brasileira. O grande marco foi a Constituição Federal de 1988 e, logo depois com a Lei Orgânica de Assistência Social em 1993; com a Política Nacional de Assistência Social em 2004 e o Sistema Único de Assistência Social, a qual foi promulgada pela Lei nº 12.435 de 2011.

A partir de 1988, com a definição da Seguridade Social, onde o tripé das políticas públicas de Saúde como direito de todos (universal), Previdência, de caráter contributivo, e Assistência Social, para os que dela necessitar, passou a ser direito do cidadão e dever do Estado.

Embora a legislação no país avançasse, as medidas seguidas pelos governos que sucederam esse período foram de retração do papel do Estado no âmbito da questão social, reforçando sua gestão pela iniciativa privada, em outras palavras, a proposta neoliberal desenha o desmonte dos incipientes aparatos públicos de proteção, o que aumenta os cortes nos gastos públicos e os vincula, cada vez mais, ao desempenho geral da economia fazendo os sofrer, portanto, os impactos das mudanças em andamento nessa esfera. Apresenta-se, portanto para a discussão um paradoxo fundamental no processo de construção do Sistema. Ao mesmo tempo em que o Estado brasileiro propõe o SUAS como política pública afirmadora de direitos, ele reitera os princípios neoliberais da política econômica, o que destina ao Estado um papel mínimo no enfrentamento da questão social.

É nesse campo contraditório e de disputa, e também sem querer aprofundar o debate por falta de espaço, (acresçam aqui a corrupção no Brasil), que os/as Assistentes Sociais de uma forma incansável e propositiva estão comprometidos com a consolidação da igualdade de direitos e da equidade social e lutando contra todas as formas de exclusão social. Um profissional comprometido com os valores e princípios norteadores do Código de Ética profissional, bem como, o Projeto Ético Político. Se aprimorando de forma permanente para assim fazer uma leitura crítica da realidade, isto é, para se ter a compreensão das relações sócio – econômica, políticas e culturais, bem como, uma constante análise da sociedade contemporânea.

Iamamoto (1999), diz que um dos maiores desafios que o Assistente Social vive no presente é desenvolver sua capacidade de decifrar a realidade e construir propostas de trabalho criativas e capazes de preservar, efetivar direitos, a partir de demandas emergentes no cotidiano.

O sistema de proteção social necessita caminhar na busca da efetividade de direitos, de caráter permanente, para alcançar juntamente com as demais políticas, as raízes estruturais da pobreza e da miséria, além de definir uma ação transformadora.

Portanto, PARABÉNS para os/as Assistentes Sociais que diante de um contexto tão complexo se reinventam e se posicionam a favor da equidade e justiça social para assim vislumbrar uma sociedade mais justa e igualitária!

*Célia L. S. Soares é graduada em Serviço Social e Pós Graduada em Políticas Públicas com Ênfase em Planejamento Social

Além disso, verifique

     Cidadania

Luís Fernando Budin Miceli – Não é habitual a participação de aposentados no cenário da …

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Copy Protected by Chetan's WP-Copyprotect.