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Região tem 22 cidades com risco de surto de dengue

Outros 56 municípios estão em situação de alerta, segundo o Liraa

Rio Preto e mais 21 cidades da região estão em risco de surto de dengue, zika e chikungunya. É o que aponta o Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes aegypti (Liraa), divulgado nesta quinta-feira, 7, pelo Ministério da Saúde (MS). Outros 56 municípios da região estão em situação de alerta para as doenças.

Segundo o MS, “a metodologia permite identificar onde estão concentrados os focos do mosquito em cada município, além de revelar quais os principais tipos de criadouros predominantes”. A pasta considera que os resultados reforçam a necessidade de incrementar imediatamente as ações contra o Aedes.

Izalco Nuremberg dos Santos, chefe do Departamento de Vigilância em Saúde de Rio Preto, explica que o Liraa levou em conta o índice de infestação predial de janeiro deste ano, ou seja, quantos imóveis possuíam larvas do inseto. No mesmo mês, o Índice de Breteau, que considera quantos recipientes analisados possuíam larvas, ficou em 6,7, o mais alto da série histórica iniciada em 2013 e quase sete vezes mais do que o considerado ideal.

“A tendência é o IB dar mais alto que o predial”, afirma Izalco. Em janeiro, os agentes de saúde coletaram informações de 20 mil imóveis e repassaram esses dados ao Ministério da Saúde.

Izalco acredita que se fosse feito hoje o Liraa teria um resultado mais baixo. Em abril, o Índice de Breteau ficou em 1,2, ainda acima da meta, porém fora do risco de surto. “O nosso cenário é muito melhor que esses 4,5 que o Ministério da Saúde está soltando, se bem que a gente nunca pode descuidar”, pondera. “Tem que sempre intensificar as ações para manter o controle. Sempre vai ter risco de epidemias por conta da população suscetível.”

Em Rio Preto, geralmente os materiais onde são encontradas larvas são os inservíveis e que já deveriam ter sido descartados, como garrafas pet.

A preocupação das autoridades de saúde é com zika, chikungunya e dengue tipo três, que não circula em Rio Preto há anos – as últimas epidemias foram dos tipos um e dois, aos quais a população já criou resistência, fato que pode explicar em partes a redução no número de casos. Até o fim de maio de 2018, foram confirmados 246 casos de dengue em Rio Preto. Em 2017 foram 597; no ano anterior, 16,2 mil. Foram 308 pacientes com zika em 2016, 38 no ano seguinte e 68 até maio deste ano. Em 2016 foram registrados seis casos de chikungunya, número que cresceu para 14 em 2017. Neste ano, até maio são cinco confirmações.

Na região, a cidade em pior situação, segundo o Liraa, é Nhandeara, com 8,7% dos imóveis visitados com infestação de Aedes.

O índice

LIRAa é o Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes aegypti

  • Ele indica a possibilidade de surto do mosquito transmissor de dengue, zika e chikungunya.

É dividido em:

  • satisfatório – quando menos de 1% dos imóveis tem infestação de Aedes
  • alerta – entre 1% e 3,9% têm infestação do mosquito. Na região, 56 cidades estão nessa situação
  • risco – quando mais de 4% dos imóveis têm infestação.

Veja a lista de cidades nessas condições na região:

  • Onda Verde – 4%
  • Buritama e Urânia – 4,2%
  • Bebedouro e Catiguá – 4,4%
  • Rio Preto – 4,5%
  • Mirassol – 4,6%
  • Barretos e Sales – 4,7%
  • General Salgado – 4,9%
  • Ouroeste – 5,4%
  • Fernandópolis – 5,5%
  • José Bonifácio – 5,7%
  • Catanduva – 5,8%
  • Nipoã – 5,9%
  • Nova Granada – 6,3%
  • Santa Fé do Sul – 7%
  • Santana da Ponte Pensa – 7,3%
  • Américo de Campos e Pontalinda – 7,8%
  • Riolândia – 8,1%
  • Nhandeara – 8,7%

(Millena Grigoleti)

 

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