Powered by free wordpress themes

Home / Destaque / Posto de Abastecimento no bairro Marão e prédio na General Osório são barrados

Powered by free wordpress themes

O secretario secretário de Desenvolvimento Urbano, Jorge Seba, foi o mediador dos debates nas Audiências públicas

Posto de Abastecimento no bairro Marão e prédio na General Osório são barrados

Os empreendimentos, Residencial Garcia, que prevê a construção de 108 moradias e o Camargo I e Camargo II, que propõe construir 436 apartamentos, foram aprovados sem quaisquer ressalvas 

Danilo Liévana de Camargo

Na manhã de ontem (12) no auditório da Secretaria de Planejamento Urbano aconteceram 4 audiências públicas para estudo de impacto de vizinhança em que figuraram 4 projetos arquitetônicos: Edifício Jardim Marin (rua General Osório), Posto de Abastecimento  para ser construído na esquina das ruas Pernambuco e Manoel Jacinto Muniz no bairro Marão, Residencial Garcia e Residencial Camargo I e Camargo II.

O secretário de Desenvolvimento Urbano, Jorge Seba, explicou como funciona a mecânica de uma audiência pública. “Ela é convocada pela prefeitura baseada na lei de estudos de impactos de vizinhanças. A lei diz que empreendimentos de determinados portes devem passar por esse processo. Existem regras, esses projetos foram apresentados preliminarmente na prefeitura que realiza uma avaliação. Essas audiências de hoje são compostas de fases que devem ser observadas. Inicialmente explica-se o que é o empreendimento e após, por meio das secretarias que compõe a prefeitura e a SAEV são analisados os impactos que a obra possa causar no meio ambiente, no transito do local, na vizinhança, etc. Na sequencia é dada voz aos moradores que podem realizar as perguntas que quiserem, dentro daquilo que compõe o escopo do empreendimento”, explicou Seba.

O primeiro debate foi para analisar o impacto que a obra do prédio familiar, o residencial Edifício Jardim Marin, de 2 andares e proposto para ser construído na Rua General Osório, poderia causar se construído. O arquiteto responsável explicou que prevê a construção de 6 apartamentos no primeiro pavimento e 3 no segundo, totalizando 11 apartamentos. Após a apresentação de todos os dados técnicos da construção, a prefeitura por meio de suas secretarias no que se refere aos impactos diversos aprovou o projeto. Já a SAEV classificou a rede de água e esgoto correta, entretanto o representante da autarquia salientou que o projeto merece uns ajustes técnicos, mas nada que o inviabilizaria.

Já os moradores da rua General Osório

Morador da rua General Osório debate na audiência pública

 Os vizinhos próximos ao residencial proposto deram seu parecer contrário e alegaram que a terraplenagem e compactação do terreno foi feita de uma maneira irregular e que isso já estaria trazendo problemas aos imóveis próximos. Entre eles, um morador alegou que sua residência já apresentava rachaduras por movimentação de terra. Eles por meio de medidas mitigatórias conseguiram comprovar que a obra, do jeito que começou, poderá causar diversos danos em seus imóveis.

Depois de muito debate, o proprietário do empreendimento disse que iria repensar sobre o projeto, já que não foi ele quem fez a compactação do terreno e iria por meio de seus engenheiros, avaliar a possiblidade de retomar ou não o projeto. “Não queremos causar prejuízos a ninguém, entretanto vamos parar por aqui, analisar profundamente se compensa a obra de recuperação do terreno e checar se vale a pena financeiramente continuar”, disse.

Este projeto poderá ser analisado numa próxima audiência dentro de 90 dias, isto se os proprietários derem sequencia ao projeto.

 Posto de Abastecimento no Bairro Marão

O profissional responsável pelo projeto ‘inadequado’ no momento em que prestava explicações ao arquiteto Gustavo Fava (à esq.)

Para esta audiência, a mais polemica, compareceram cerca de 50 moradores que se posicionaram contrário ao empreendimento. A obra foi apresentada por um engenheiro ambiental que explicou detalhadamente todos os pontos pensados do projeto.

Assim que terminou o engenheiro foi questionado porque as plantas apresentadas de impacto de vizinhança, em todas as áreas, foram plagiadas de outra planta, de uma construção semelhante ocorrida em 2008, nem ao menos os nomes de ruas foram atualizados, consta no projeto a rua Mario Pozzobon, que fica na Zona Norte da cidade. A representação jurídica dos moradores imediatamente reforçou que o problema do projeto era ético, já que o mesmo havia sido plagiado de um posto da cidade que foi aprovado e construído há 10 anos.

Sem argumentação, o engenheiro ambiental pediu para que fosse realizado um novo projeto e que este fosse apresentado dentro de 90 dias. Como a lei permite que seja feita, pelo menos por uma vez correções nos projetos, definiu-se uma nova data para ele ser elaborado. “Dessa vez sem o tradicional ‘Ctrl C e Ctrl V’”, disse o engenheiro ambiental indicando o profissional que o auxiliava na apresentação.

Os órgãos da prefeitura, SAEV e CETESB aprovaram todas as licenças para a construção do Posto, entretanto os vizinhos, que não querem o comércio perto de suas casas, aproveitaram a incongruência da apresentação para comemorarem o desfecho da audiência.

Um dos proprietários do empreendimento foi à frente e disse que se propunha a vender o terreno e que não gostaria de causar nenhum problema àqueles moradores. Mas no final ele concordou que a proposta de seus engenheiros foi inadequada e que ele iria pensar se vale a pena investir no local, ou não. Ele tem 90 dias para apresentar uma nova proposta ou desistir definitivamente do projeto.

 Residencial Garcia

 Sem muitos impactos com a vizinhança, o edifício que será construído no loteamento Cidade Jardim, na rua Professor Benhur Aparecido de Paiva, em 3 lotes, com 3 bloco de 6 andares cada, com 36 apartamentos cada bloco, não apresentou nenhum problema no quesito transito, já que é afastado do centro da cidade, no ambiental e tampouco com os vizinhos, já que ainda não existem no local. A única moradora do bairro que estava presente na audiência de seu parecer positivo à construção e o projeto foi aprovado.

Residencial Camargo I e Camargo II

 Neste empreendimento, na área da antiga Schain ou Ultrafértil, existem dois terrenos, um de 16 mil metros quadrados e outro de 15 mil quadrados. A intenção é a de construir 9 torres de 4 pavimentos em cada um, com apartamentos de 40 metros quadrados ou mais, em projetos de 2 e 3 quartos. No projeto constam 436 apartamentos, 432 vagas internas e 25 para visitantes, além de piscina, quadra poliesportiva, salão de festa, duas portarias, áreas verdes.

Este projeto foi aprovado em todas as áreas e apenas um morador do entorno se fez presente, mas deu parecer positivo ao empreendimento.

Entre uma e outra indagação durante a audiência, a arquiteta responsável pelo projeto disse que ali o impactado é o próprio empreendimento já que a linha de trem passa próximo ao local, mas disse que mora nas proximidades não vê isso como nenhum empecilho.

Após a aprovação do empreendimento a arquiteta disse que a obra em um dos terrenos deverá começar em breve, o que seria 217 apartamentos.

Além disso, verifique

Congresso de Educação: inscrições se encerram segunda-feira

Mais de 1,2 mil profissionais da educação já confirmaram presença; evento terá palestras, minicursos e …

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Copy Protected by Chetan's WP-Copyprotect.