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A formação de nossos filhos, qual queremos?

Daniel Carreira Filho –

 

Durante muitos anos, podemos até mencionar, décadas a Educação Básica Nacional foi sendo, gradativamente, relegada a planos inferiores em sucessivos governos atingindo, nos últimos anos, limites inimagináveis de formação incompetente para a vida em sociedade de nossas crianças e adolescentes.

O ciclo de empobrecimento (talvez melhor fosse o descaso proposital das lideranças de nosso país) teve início com a desvalorização a que foram submetidos os professores em nossa cultura e não apenas no quesito remuneração, a que muitos se atentam e combatem.

Desejamos provocar, uma vez mais o leitor na análise de alguns pontos:

A escola (aquela que reúne nossas crianças e adolescentes) não recebeu e não recebe investimentos que se coadunam com os avanços humanos, sociais, políticos e tecnológicos vividos e conquistados pelos alunos que se encontram na escola particular.

Vamos lá senhores Pais. A escola de seus filhos conta com uma biblioteca atualizada? Conta com os recursos da Tecnologia da Informação e Comunicação integrados ao processo de ensino e aprendizagem? O mobiliário da escola foi modificado de forma a permitir a integração, aproximação e diálogos entre os alunos? Há espaços para a alocação de recursos específicos para os componentes curriculares (laboratórios, por exemplo)? Aos professores são disponibilizados recursos didáticos para favorecer o aprendizado e sua indispensável individualização?

As escolas, as públicas e algumas particulares, ainda reproduzem os mesmos modelos vigentes desde a instalação das escolas religiosas, a mesma que tentou catequisar os povos indígenas e os transformar em sujeitos sem identidade. Em outro momento, constava do Código Civil de 1916 (artigo 6º), o enquadramento dos índios na categoria de relativamente incapazes, condição semelhante à dos órfãos menores de idade no século XIX.

Novamente, senhores Pais. A escola de seus filhos busca desenvolver a autonomia, a cooperação, a alteridade e o respeito mútuo, não apenas do suposto dever de obediência aos mais velhos? A escola de seus filhos atua no sentido de conduzir o relacionamento humano respeitoso e, também, com o meio ambiente? A diversidade humana está em constante discussão com os alunos e atinge os lares destes?

É do seu conhecimento os critérios de seleção e contratação docente para atuarem com seus filhos? Sabem dizer quais as exigências? Mais ainda, conhecem os mecanismos de formação continuada que deveria existir envolvendo os docentes das escolas? Ainda neste campo, sabem o salário que é atribuído ao docente que atua no principal momento de nossa vida e o compara com, por exemplo, um assessor parlamentar? Muitos pais, desatentos, ainda escolhem a escola de seus filhos pela proximidade do lar ou do trabalho, sem olhar ou analisar a proposta pedagógica apresentada.

Nossos filhos, que passam por este território de incoerências, tentam chegar ao ensino médio (a taxa de evasão na idade correspondente a este nível de ensino é, ainda, crescente em nosso país) mas são tragados pelas dificuldades familiares de mantê-los na escola. Chegam ao mercado de trabalho muito jovens e sem a mínima formação para tal. Há quem diga que a criança que trabalha desde cedo é um melhor ser humano adulto. Será verdade? Não seria melhor que todas as crianças e adolescentes estivessem por mais tempo na escola, mas uma escola de qualidade? Uma escola que, de fato, estivesse preocupada com a formação do cidadão para a vida é muito diferente do que vemos hoje.

Um jovem que passou por este ciclo atinge o ensino superior sem conhecer a sua própria língua, distancia-se dos elementos fundamentais da matemática e, principalmente, desconhece a vida em cooperação, responsabilidade social, e pouco sabe sobre a própria sociedade em que vive. Ai, repete o mecanismo de descompromisso com ele próprio, reproduzindo as mazelas formativas a que esteve sujeito.

Ano de eleições, ano de promessas. Prestemos atenção e exijamos significativos e válidos investimentos em Educação, o único caminho para superação do atual estado de coisas.

Daniel Carreira Filho (diretor pedagógico Faculdade Futura)

 

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