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Os três tipos de pessoas e a evolução do ser

 

Denize do Nascimento Gonçalves –

Caro leitor, em meio às nossas observações naturais pelo campo da convivência humana, você já deve ter observado como é comum as pessoas falarem de coisas. O tempo todo elas falam de coisas. E não é só isso não, elas falam de pessoas também. Meu Deus, o tempo todo! Esta foi a conclusão que cheguei.

Platão, um grande filósofo grego da antiguidade (427 a.C. – 347 a.C.) vai nos ajudar a entender melhor o porquê destas situações acontecerem na vida das pessoas quando nos disse em sua frase: “Pessoas sábias falam de ideias; pessoas comuns falam de coisas; e pessoas medíocres (medianas) falam de pessoas.

É incrível como nos encaixamos perfeitamente em duas das três afirmações de Platão, percebe?! Como nós, no meio das pessoas que observamos, somos, na verdade, tão parecidas com elas.

Falamos de coisas o tempo todo. Até mesmo para puxarmos um assunto falamos do tempo. Falamos do celular, do carro, da calçada, da viagem que fizemos ou que iremos fazer, enfim, poderíamos enumerar aqui uma lista infinita de itens de coisas que falamos o dia inteiro sem que nos demos conta deste número de vezes que se repete diariamente.

Falamos de pessoas. Pior do que falar é criticar o outro. É falar da sua forma de ser e de viver, da roupa que veste, do que  foi e do que faz; do seu estilo de vida, das suas opções, dos seus erros e, raramente, dos seus acertos; dos seus vícios e nunca das suas virtudes. Somos implacáveis no campo da fala.

O grande problema está que em meio a tantos comentários infelizes, na maioria das vezes, deixamos de correr pelo campo das ideias; deixamos de exercitar a nossa mente em algo, realmente, proveitoso e que nos trará grandes benefícios ou levará benefícios a alguém ou até mesmo a um grupo de pessoas.

Criticamos, normalmente, os governos, sejam eles federal, estadual ou municipal, por exemplo, mas o que temos produzido no campo das ideias que possam colaborar de alguma forma com a mudança desta ou daquela realidade?! Será que teríamos condições de governar de maneira satisfatória um país, um Estado ou uma prefeitura?! Como temos administrado a nossa casa, o nosso lar?! Como temos cuidado da nossa casa interior, a nossa alma?! Estamos satisfeitos conosco mesmos?

Nos tempos do Grande Mestre, o Cristo já advertiu as pessoas quando disse: “Vedes um cisco no olho do teu irmão, mas não vedes a trave no teu olho.”. E esta frase continua sendo muito atual. É claro que Jesus estava falando do nosso orgulho. Criticamos, falamos do outro porque acreditamo-nos melhores do que ele. É simples.

Caro leitor, faz-se urgente a modificação das nossas ações infelizes no território da nossa fala. É necessário que coloquemos um freio  potente em nossa mente a fim de que não caiamos na tentação de pularmos no precipício da invigilância e ficarmos alquebrados pelas consequências de nossos atos.

Adentremos no campo florido das ideias a fim de que encontremos soluções para os problemas que assolam a humanidade, a comunidade mais próxima, ou mesmo a própria família; pensemos em soluções para o desperdício da água, para a conscientização sobre a importância de cuidarmos dela simplesmente porque ela é fundamental; e tantos outros focos que a nossa atenção possa alcançar.

Certamente, quando as ideias começarem a aflorar e percebermos que elas podem, de fato, contribuir com a melhoria da vida no planeta, daremos, enfim, um salto na evolução!

 

Denize do Nascimento Gonçalves

Psicanálise Clínica

É colaboradora deste Diário

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