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     Cidadania

Luís Fernando Budin Miceli –

Não é habitual a participação de aposentados no cenário da política nacional. Sem dúvidas um nicho valioso, mas com cota inexpressiva na vida pública. Esta geração única foi marcada por pessoas dos acordos verbais do fio do bigode. Naquela época, não havia necessidade de avenças por escrito, a formalidade preto no branco era desnecessária, pois estamos aqui falando de pessoas íntegras e de condutas inquestionáveis.  A experiência adquirida ao longo da vida desse seguimento de valorosos cidadãos, é pouco aproveitada pela sociedade moderna; no entanto, em sua essência, são pessoas de uma natureza revestida de um espírito cívico e vocacionados a prestar relevantes serviços à população. Deveriam se aventurar no mundo da política. A ociosidade seria substituída por satisfação pessoal e, de quebra, removia-se os políticos profissionais de plantão. Estamos embasbacados a assistir a um país sem rumo e direção. Um caos instalado.  Uma enormidade de políticos, que na ganância extrema se entregam as tentações da bandidagem. Os eleitores de um modo geral devem com antecedência pesquisar a vida pregressa dos candidatos. Formar suas convicções; anotar os nomes e números dos candidatos e, chegando na boca da urna, ter a certeza de ter exercido plenamente a cidadania. Pesquise no site do Tribunal de Justiça, www.tjsp.jus.br, vá ao link pesquisas processuais e digite o nome completo do candidato e saberá se há ou não pendengas nos antecedentes do individuo. Atentem-se e tenham especial atenção na escolha dos candidatos a Deputados Federais e Senadores. São eles que elaboram e aprovam as Leis e, a canetada final, é do Presidente da República que as sanciona. A vigilância, em relação aos políticos postulantes a cargos públicos, deve ser constante. Não elejam aqueles que utilizam o cargo em benefício próprio em detrimento da população. As condutas nada republicanas, como alugar imóveis em nome deles ou de “laranjas”, para Bancos do Brasil, Caixas Econômicas Federais, Secretarias Municipais, enfim, imóveis ocupados por Órgãos Públicos, devem ser combatidos e repudiados . Fiscalizem, deem buscas nos Cartórios de Registros de Imóveis, denunciem se for o caso de constatação de ato ilícito ao Ministério Público; atentem-se ainda a outras Comarcas circunvizinhas, de outro domicílio eleitoral do político que, para despistar o eleitor e, as autoridades desatentas, migram seus investimentos naquelas outras localidades. A construção de novas vias e avenidas públicas, nos arredores do perímetro urbano, é motivo de atenção. Procurem saber quem são os proprietários de grandes áreas que seguramente poderão se transformar em novos loteamentos. Esse esquema é prática antiga. Favorecimentos a grupos ligados aos políticos mandatários locais não é ilegal, mas é no mínimo imoral. Não reelejam políticos que tomaram gosto pela coisa Pública.  O fato de trazer esporadicamente verbas para a cidade, não o credencia e não é mérito para futuro pleito. Isso tem nome, é obrigação do Parlamentar.

A Nação, não pode mais bancar essa imensidão de verdadeiros parasitas do erário público: vices, assessores, motoristas, secretárias, verbas de toda ordem, carros oficiais, viagens de jatos da FAB (o custo de cada deslocamento dessas aeronaves não fica em menos de R$70.000,00 para viagens curtas) e por aí vai. A título de comparação, na Dinamarca, uma pequena Nação localizada nos Países Baixos, um pedreiro recebe mensalmente um salário equiparado a nossa moeda, de R$18.000,00 por mês. Um Parlamentar aufere um salário de R$23.000,00, com direito a um assistente jurídico e um estagiário para formular os Projetos de Leis, uma secretária comum para ser dividido entre quatro Parlamentares e um cartão intransferível, que dá direito a eles de se deslocarem de metrô, trens e ônibus e só. Lá um País rico e próspero, o trato com a coisa pública é coisa levada muito a sério .

A Nação está moribunda e as mudanças são improrrogáveis e, você, é peça importante e parte integrante do sistema; o voto nulo ou em branco é impensável, é tudo que o mal político quer, ver você  desperdiçar  munição!

  • Luiz Fernando Budin Miceli é votuporanguense; atualmente advoga em Araraquara e é colaborador deste Diário.

 

 

 

 

 

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