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FLIV 2018:- Você já morreu de amor?

 

 

Exposição de quadrinhos ‘Morrer de Amor e Continuar Vivendo’ trata de temas como autoconhecimento, relacionamentos, dependência emocional e empoderamento feminino.

Mariana Biork

“Uma vez fui com um ex a um bar antes de um show. Combinamos de comer alguma coisa e dividir um suco. Enquanto eu comia, ele tomou o suco todo. Eu, que vivia dura, mandei: ‘A gente ia dividir!’. Foi quando começaram os insultos: ‘Mesquinha, pobre de espírito, egoísta. Não está vendo que estou com sede?’. Eu disse que ele estava me ofendendo, que havíamos combinado algo. E ele gritou pro bar inteiro: ‘Eu devia mandar você enfiar o copo de suco no cu!’. Senti muita vergonha, levantei da cadeira, disse que não podia tolerar aquele tratamento e que ia embora. Mas não fui. Ele apertou meu braço e disse: ‘Você não vai a lugar nenhum, vamos acabar de comer, vamos ao show e você vai sorrir.’ Obedeci. Temos uma foto desse dia e sempre me impressiono em como eu estava bonita. Não pareço triste, pelo contrário, estou sorrindo e me sentindo sortuda por ter uma foto com ele, por ter tido mais uma chance. Eu, que continuava ao lado dele porque estava petrificada de medo.”

Esse é o primeiro post da fanpage ‘Projeto Morrer de Amor’, criado pela designer, ilustradora e quadrinista Lorena Kaz. Trata-se de um relato autobiográfico de um passado não tão distante da artista, compartilhado em um espaço onde dependência amorosa é o assunto que reúne mais de 180 mil interessados; a grande maioria, mulheres.

O projeto deu vida ao livro ‘Morrer de Amor e Continuar Vivendo’, que chegou a Votuporanga em forma de exposição integrante da programação do Festival Literário de Votuporanga (FLIV). Assim como a página na internet, que visa o apoio emocional, o projeto, composto por 64 quadrinhos, trata de temas como autoconhecimento e relacionamentos, além de outros mais profundos, como dependência emocional e empoderamento feminino. O trabalho já foi exposto em São Paulo, no Museu Casa das Rosas, em 2014, e no Salão de Humor de Piracicaba, em 2015.

Lorena começou a fazer quadrinhos em 2005. Seus temas preferidos sempre foram amor, términos e pressões sociais. Além de registrar suas histórias nos quadrinhos, Lorena foi atrás de serviços e grupos de apoio. A ideia era expurgar seus medos e depois, entendê-los profundamente. “Entre 2012 e 2014, desenhei 19 histórias de uma página, baseadas em reflexões desenvolvidas a partir de minhas próprias experiências em relacionamentos e relatos de dependentes emocionais através do MADA (Mulheres que Amam Demais Anônimas)”, explica, em sua página na internet.

O envolvimento e o estudo a respeito destas questões acabaram fazendo com que Lorena também se engajasse de forma mais direta. Em 2016, ela promoveu oficinas presenciais na cidade de São Paulo para ajudar mais mulheres que assim como ela sofriam com dependência emocional e/ou estavam em relacionamentos abusivos.

Chamado de “Expressando relacionamentos, roda de partilha e arte“, o encontro, realizado em parceria com a Angelica Rente, psicóloga especialista em comunicação não violenta, pretendia ter efeito terapêutico por meio do diálogo e da criação artística. “Espero com este projeto ajudar muitas pessoas rumo a uma maior autonomia e amor-próprio, exaltando a importância da educação emocional e da consciência de si mesmo.”

Bate-papo

Além da exposição, Lorena estará em Votuporanga hoje, sexta-feira, para participar do bate-papo Quadrinhos, Arte e Produção, junto com Ivana Arruda Leite – mestre em sociologia pela USP e autora de diversas obras, enfocadas no universo feminino e juvenil – e Reynaldo Damazio, curador do Festival Literário. O encontro acontece a partir das 19h30, no Cinema Cultural.

 

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