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Orlando Ribeiro*

Andei lendo por aí que um estudo comprovou que a média do tempo dedicado pelos internautas a assistir vídeos no YouTube, não passa dos 90 segundos. Interessante é que se trata de um sítio (ou site, como preferem alguns) focado no entretenimento. O que tem demais? Oras, se a gente está sem paciência para ficar menos de dois minutos focado em uma atividade de lazer, imagine o nosso saco para todo o resto? Agora, um camarada vai lá e posta uma foto montagem do Bolsonaro beijando na boca do Hadad, sob o olhar doce e sereno do Jean Willys, e escreve umas dez linhas, dizendo que a cena foi registrada na porta de um motel lá em Cariacica, provando que a briga da eleição é só fachada e que os todos são “amiguinhos”, que só querem enganar o povo brasileiro. Em poucos segundos, a notícia sai publicada em vários portais da internet, principalmente Facebook e Whatszap, e todo mundo passa a compartilhar loucamente para seus amigos, com comentários maldosos, palavrões e convocação das Forças Armadas. Aliás, o que não falta na internet é o chamado hoax, um boato inventado, que vai desde a política até sorteios de I-phone e BMWs, passando por flagras de safadezas ou pedidos de compartilhamento para que Deus abençoe nossas coisas ou cure as nossas feridas pela internet (como se Deus ficasse, como nós, o dia inteiro enfiado num celular ou notebook).

Na verdade, muita gente compartilha notícia sem ler ou sem avaliar o que está lendo. Claro, se ele não tem paciência para ouvir dois minutos de uma canção no You Tube, como esperar que ele teria paciência ou sapiência para ler uma notícia inteira? Um irmão lá de Santa Catarina brinca e diz que estamos virando a Geração “só a cabecinha” (os fortes entenderão). Traduzindo: somos um montão de indivíduos sem tempo e no meio de uma efervescência de informações tão grande, acabamos abrindo mão de esforços para nos aprofundar mais nos porquê das coisas. Ou seja, a gente lê o título, comenta sobre ele, o compartilha, mas não vai até o fim do texto, porque, no fundo, bem lá no fundo, não precisamos fazer isso por que, como nós, ninguém lê de verdade. Isso é triste, pois significa que estamos emburrecendo, temos uma baita ferramenta nas mãos e não sabemos o que fazer com ela.  Disseminar boas notícias, informações importantes e fatos relevantes assumem posição inferior a espalhar boatos, notícias falsas e babaquices à granel.

E a gente compartilha comentários, faz postagens, tudo numa velocidade espantosa e, claro, porque, na nossa vaidade pavonesca, não podemos ficar de fora do assunto do momento. Então, nós, os bobões, copiamos e espalhamos, não sem antes emitir logo uma opinião qualquer. Não hesitamos em compartilhar ironias só pra mostrar que estamos por dentro. Isso é fácil, porque não é necessário se aprofundar porque, dentro de cinco minutos, já virá outro assunto. Por isso, tomemos cuidado com o que repassamos, pois, conforme afirmou Bia Granja, a co-criadora e curadora do youPIX e da Campus Party Brasil, de uma certa forma, graças ao modernismo dos nossos tempos, viramos também criadores de conteúdo. Antes de espalhar alguma coisa, pare, respire, leia e acione seu cérebro; mantenha a calma, tente comprovar se a notícia é verdadeira. Antes disso, não clique em nada. Espalhar boatos e denegrir pessoas e instituições é crime!

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