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Mentiras, só agora?

Daniel Carreira Filho *

O advento da tecnologia de comunicação móvel, disponível a qualquer cidadão/cidadã, tem colaborado para a disseminação de “informações” que são, inadvertidamente, socializadas em segundos para um sem número de pessoas, por vezes milhões de “clicadores”. Atingem a todos e todas com a mesma força gerando, indubitavelmente, reações inimagináveis, desmedidas, perigosas e irresponsáveis quando repassadas sem o devido cuidado.

Em nossa sociedade, há bem pouco tempo, usávamos o vocábulo “fofoca” para identificar as informações, comentários ou posicionamentos que eram emitidos pelas pessoas em seus relacionamentos, sem o devido respeito e cuidados. Certamente, todos os leitores e leitoras desta “pretenciosa” manifestação de hoje tiveram em suas vidas inúmeras destas “falações” maliciosas, maldosas e infundadas, na maior parte das vezes. A atitude de “bisbilhotar” a vida alheia existe, creio eu, desde que a humanidade habita nosso planeta. Basta ter mais do que duas pessoas reunidas para, em seguida a uma delas deixar o grupo, serem emitidos comentários sobre pelas que restaram, não é?  Esta atitude fez surgir na filosofia do para-choque de caminhões a frase – “Deus deu uma vida para cada um, cuide da sua”.

A tecnologia da comunicação e informação, as famosas TIC`s, tornaram possível ampliar este universo de abrangência das maledicências cotidianas infundadas (nome mais comum, fakes). As redes sociais, em muitos casos tidos e havidos como espaço de exposição das vaidades pessoais não cotidianamente transmitidas, ampliam estas demonstrações por meio de diferentes mídias, agora possíveis por áudio, vídeo e imagens fixas.

A facilidade com que as informações são transmitidas e, principalmente, aceitas como verdade absoluta fazem surgir movimentos desmedidos e irresponsáveis. Tenho um exemplo em minha mãe que na véspera das eleições nos advertiu sobre a necessidade de votar em todos os candidatos sob pena de ter o voto integralmente anulado. Pasmem, algumas pessoas acreditaram nesta informação, votaram sem saber em quem apenas para garantir o voto desejado. Ação que, sem dúvida, é inconcebível.

As inverdades, quando socializadas em um grupo de amigos comuns e que retrariam um possível prejuízo a um de seus membros, que os convence da propriedade da correta informação, faz surgir ações impróprias, às vezes traumáticas, que geram consequências totalmente inesperadas e indesejadas.

Mas, o momento em que vivemos, com intensa e desmedida proliferação de “mentiras intencionais”, em quem o no que acreditar? A sociedade “Fake” assume a liderança por possibilitar a satisfação dos desejos mais recônditos do ser humano vulnerável, não é?

 

Prof. Dr. Daniel Carreira Filho – Diretor Acadêmico da Faculdade Futura

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