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Excelência na Educação

Luis Fernando Budin Miceli –

O sistema educacional público em vigência, nos moldes e métodos aplicados   na fase de formação do ensino fundamental, ficou evidenciado que  não propicia e nem preparam  os alunos a ingressarem nas demais etapas .

Nesse contexto  tanto os professores são vítimas, quanto os alunos que não absorvem conhecimentos necessários para prepará-los adequadamente.

A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional  nº 9.394\96,   na teoria é muito bem elaborada, mas não garante padrão de qualidade conforme preceitua o (art. 3º-IX) e também não atingem os níveis de eficiência  e critérios a que se destina, no que tange a avaliação, supervisão, reconhecimento e credenciamento, para liberação de novos cursos superiores (art. 9º VIII e IX).

Cumpri ao Estado e a família  o dever de educar   , previstos nos textos constitucionais das Cartas das Constituições  Federais de 1.934,1.946 e 1.988.

Entretanto, como se pode chegar a algum conceito básico ao pleno  exercício da cidadania, se o Estado não oferece educação de qualidade aos aprendizes.

Devemos partir  da premissa de que, educação é prerrogativa exigível do Estado em prol  da  sociedade brasileira.

Assim, pautado na inoperância, incompetência e irresponsabilidade,  aja visto que manter o povo emburrecido garante a malfadada massa de manobra, criou-se assim a oportunidade às Instituições de Ensino Particulares  se proliferarem, suprindo o vácuo deixado pelo Estado.

O Estado não valoriza os professores,não oferece condições mínimas de trabalho , não investe, não equipa adequadamente as escolas públicas ,a exemplo  dos laboratórios de informática , que são ferramentas  imprescindíveis para o desenvolvimento lógico, abstrato e matemático dos alunos .

Os números dizem por si , na rede estadual 70% dos alunos da faixa etária entre 15 e 16 anos  , não conseguem resolver problemas matemáticos simples.

A grade curricular é formatada em disciplinas obrigatórias e  optativas, porém  vejo uma lacuna nas disciplinas  optativas, no que se refere a  inserção  de artes cênicas, canto, instrumentos musicais, danças  voltadas a preservação da cultura de cada região , balé clássico  ,pintura,   bem como investimentos no esporte nas mais variadas modalidades.

Não proporcionar oportunidade aos jovens nestas áreas , corre-se o risco de não se descobrir talentos e até por que não dizer gênios, pelo simples fato do Estado  não ter dado meios de serem prematuramente descobertos e revelados .

O ensino fundamental, necessariamente deveria ter  dois períodos em todo território nacional, onde naquele ambiente propício, os alunos reveriam as matérias lecionadas naquele dia específico , praticariam todas as outras atividades fins e,  ainda, manteria os jovens fora da ociosidade das ruas.

Vale ressaltar também, que não há como se construir uma Nação moderna e competitiva  no mundo globalizado,  como a que vivemos,   sem investir, inovar e dar condições para o desenvolvimento das pesquisas das mais variadas áreas e disciplinas no campo científico.

Na atual conjuntura é impraticável seguir uma carreira acadêmica, se não há investimentos maciços  por parte do Estado,  prestigiando e valorizando os  dedicados  pesquisadores  .

Nesse compasso, coube as Instituições Particulares a responsabilidade de ensinar e qualificar os alunos para o mercado de trabalho.

Infelizmente, evidentemente salvo as exceções, as Instituições de Ensino Particulares não se empenham em qualifica-los e lançam um gigantesco contingente de profissionais recém formados, sem as mínimas condições necessárias para ingressarem no competitivo mercado.

Ao longo da minha  disciplinada e assídua frequência, vejo  jovens advogados(as) iniciarem  no ambiente forense, impecavelmente trajados, em seus  ternos e elas em seus  tailleur, por óbvio radiantes e com brilho nos olhos orgulhosos de suas conquistas. Porém em curto período de  tempo,  desistem ao se depararem com a quantidade desproporcional de advogados disputando o mesmo espaço  e, assim, experimentam o pior… frustração e  fracasso.  Não conseguem auferir ganhos sequer para manter o tão sonhado escritório de advocacia em funcionamento.

Esta derrota  entristecedora, tanto para o jovem profissional, quanto para seus familiares, não dignifica em nada a pessoa humana, pois advogar  é uma das profissão mais bela e instigante, pois é em sua essência  um exercício de  devoção e sacerdócio.

Não é plausível aceitar sem indignação, transformar o Diploma conquistado à duras penas, em um mero  objeto decorativo, sem falar do investimento pecuniário e na expectativa criada no jovem profissional,  sem se chegar a triste conclusão de que é um escárnio e uma crueldade.

Especificamente sobre esta classe profissional (inúmeras outras também), só no Estado de São Paulo o número de advogados devidamente inscritos na OAB/SP atinge a casa de mais de 400 mil.

A título comparativo, o Japão com uma  população segundo o último senso de 2.017,  conta com 127 milhões de pessoas e  pasmem, o número de advogados habilitados e militantes naquele país inteiro é de 37 mil.

Portanto, a família  deve ficar  atenta e participativa, no sentido de influenciar decisivamente na escolha dos cursos para os filhos que estão prestes a ingressarem nas Universidades.

Não há espaços para errar  Escolher um curso onde o mercado está inflado e saturado de profissional da área almejada, seguramente o investimento será inócuo e estarão fadados ao fracasso .

Hoje formar um médico, demanda um período de seis anos de curso e dois anos de especialização; corresponde a 104 meses de mensalidades  (obs. são 13 parcelas por ano ).

Vamos ser otimistas e fixar a mensalidade em  R$7.000,00 x 104 = sub total de R$728.000,00 .

Acresce-se ainda os Materiais didáticos, estadia, alimentação, transporte, vestuário, lazer etc. e tal, sendo modesto e econômico vamos  estabelecer em R$2.000,00 por mês x 104 meses do curso , sub total  R$208.000,00.

Totalização R$728.000,00 + R$208.000,00 = R$936.000,00 .

Convenhamos é um  montante nada desprezível e, assim, o investimento exige  que  o curso deverá necessariamente ser de excelência. Assim sendo, as Instituições de Ensino Particulares tem uma grande responsabilidade em fazer jus  aos investimentos dos alunos, ofertando  ensino de qualidade e, os pais, devem escolher junto com os filhos Instituições consolidadas  .

Felizmente, nossa cidade  tem o seu Centro Universitário – UNIFEV , que  está muito bem ranqueado, no que tange ao nível de qualidade de ensino  oferecido  aos alunos e que, é aferido e chancelado pelo MEC – Ministério da Educação e Cultura.

Luiz Fernando Budin Miceli é Votuporanguense, advogado e colaborador desse Diário.

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