Powered by free wordpress themes

Home / Opinião / Pergunte a Dawit Admasu!

Powered by free wordpress themes

Pergunte a Dawit Admasu!

Nalberto Vedovotto –

No último dia de 2018, a corrida internacional de São Silvestre nos deixou uma grande lição.

Faltavam menos de mil metros para seu final, e o etíope Dawit Admasu se destacava no pelotão de elite composto por seis atletas estrangeiros. De repente, seu conterrâneo Belahy Bezabh colocou toda sua expertise de velocista em ação, o ultrapassou e venceu a edição número 94 da competição.

Sabe por qual diferença? Apenas três segundos! Admasu lamentará essa “eternidade” de tempo (“a duração de 27 577 895 310 períodos da radiação correspondente à transição entre os dois níveis hiperfinos do estado fundamental do átomo de césio-133. – Wikipedia”) por toda vida – a perda de sua terceira vitória na maratona, disputada na maior cidade brasileira.

Você que é leitor dos meus textos – e eu o considero inteligente o bastante para entender-, transfira para o seu dia a dia, o que significa desleixar-se diante do fator tempo: as oportunidades que se apresentam a cada segundo; não se dedicar um pouquinho mais do que o concorrente num emprego; deixar “escorrer” átomos de segundos preciosos longe de quem ama, principalmente nos momentos que mais necessita de atenção…

Na minha missão maravilhosa de Coach percebo a cada processo, quem sabe fazer essa leitura – dar importância a milissegundos, e prevejo com segurança quem terá uma vida brilhante-, e aquele que ficará na mediocridade – lamuriando-se das crenças limitantes acumuladas ao longo de sua história pessoal.

Bezabh naqueles 860 metros finais poderia pensar: “Nossa! estou parelho ao bi campeão da São Silvestre. Ele conhece metro a metro desses quinze quilômetros e eu jamais o suplantarei”.

Entretanto, atirou ao “lixo” de sua memória toda possibilidade de lamentação, desculpas que são nossas, mas que costumamos jogar nas costas dos outros, olhou à frente, ao invés de se fixar nas passadas do adversário. Não se contentou com o segundo lugar, tirou do fundo da alma suas últimas energias, armazenadas talvez por treinamentos mais intensivos do que se sujeitara o oponente, e num ato de bravura que somente os audaciosos possuem, foi mais veloz naqueles três segundos, que lhe valeram o lugar no píncaro da consagração esportiva!

Nós, Coaches, vemos escoar diariamente esses “três segundos” na vida de alguns clientes, sem que possamos paralisar o relógio, e mostrar-lhes que a sua desistência momentânea custará muito caro no futuro, quando ao olhar-se no espelho, ver surgirem na sua fronte, os primeiros fios de cabelos brancos.

Tardiamente começarão as lamentações: “Eu podia ter feito diferente! Por que não realizei minhas tarefas semanais no processo de Coaching, cuja meta estava tão explícita e plausível? Foi irresponsabilidade jogar a culpa no profissional por minha preguiça e falta de comprometimento! Julguei mal as perguntas formuladas pelo Coach, achando que queria imiscuir-se na minha vida particular, quando na realidade desejava ressignificar crenças que até hoje carrego e são parte do meu fracasso como ser humano”

 

Fica o exemplo de Bezabh, que fez daqueles três segundos, a razão de entrar para a história como um campeão mundial, ao vencer uma das mais importantes competições do planeta.

Daqui em diante, ao confiar seus problemas a um profissional – Coach, Médico, Psicólogo, Psiquiatra, Mentor, Consultor, Vendedor… olhe bem nos olhos dele e agradeça pelos três segundos dedicados a você!

 

Nalberto Vedovotto é jornalista e bacharel em direito

Além disso, verifique

A mordida do leão

Daniel Carreira Filho.  Neste mês de março começou a corrida para organização dos documentos necessários …

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Copy Protected by Chetan's WP-Copyprotect.