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O diário da resistência

 

  • Vinícius Antonio Zacarias

 

Amanheceu dia primeiro desse novo ano que se inicia; aguardei a posse do recém-eleito Presidente da República, como a grande maioria da população; logo após o almoço sentei no sofá e assisti com minha família.

Confesso que logo de cara estranhei: aquela quantidade de gente com verde e amarelo – já tinha me desacostumado às cores da bandeira nacional, bem como dela própria. É estranho uma nação substituir um partido, a saber: uma ideia.

Logo após, esperei todos os atos que me contaram e eu tinha certeza de suas ocorrências: o massacre das minorias, o desrespeito para com a camada pobre da população, e todas as atrocidades que um ditador certamente aplica.

Jair se dirigiu até o Congresso. Me animei claro, no meu mais íntimo egoísmo queria ter razão, e torcia: tomara que ele dissolva essa casa de Leis, e eu possa dizer a todos que tinha razão.

Ele enganou bem ao dizer que quer trabalhar junto com o Congresso para recuperar a credibilidade daquela Casa, aliás, imagina que enganou muito bem as pessoas. Algumas pessoas realmente acreditaram, mas nós, a resistência, não cairemos nessa, e jamais soltaremos nossas mãos – a não ser, claro, para tomar um café no Starbucks escutando Spotify no nosso Iphone X, enquanto lutamos pelas minorias.

Foram, enfim, para o parlatório. Obviamente um lugar de fala. Mas não deveria ser o lugar de fala de um nazista, machista e misógino. Algo estranho: jamais imaginei um negro na cerimônia. Torci para que Bolsonaro aplicasse voz de prisão, mas não, isso não aconteceu e, realmente, me entristeceu.

Sua esposa o acompanhava e de repente algo inimaginável: eles quebraram o protocolo e, sua mulher, Michelle, proferiu em libras um discurso.

A mulher do presidente eleito, falando antes dele, em libras (ou seja, para uma minoria), e emocionando todos os alienados presentes, bem como os outros que acompanhavam pela TV (meus pais, por exemplo), agradecia a Deus e garantia o compromisso com as minorias, os esquecidos pela sociedade, e fazia de maneira ininterrupta todo seu teatro.

Enfim, foi estranho. Muito estranho. O futuro me amedronta, afinal de contas um louco machista, misógino e nazista no poder amedronta.

Não soltaremos nossas mãos, e de antemão já deixo avisado: todo e qualquer resultado positivo para o país será um disfarce, que é necessário para a implementação do quarto reich.

Esse não é um texto de ficção, qualquer semelhança com a realidade não é mera coincidência.

 

  • Vinícius Antonio Zacarias, de Buritama, é advogado

 

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