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Excesso de confiança e impunidade

 

Daniel Carreira Filho –

Há alguns anos em diálogo com meu primo, um bacharel em direito, o Eduardo, em que discutíamos os descalabros vivenciados em nossa cultura, navegávamos pelos mares das falcatruas que estavam sendo descobertas, os criminosos presos, os políticos denunciados, a sociedade desejosa de punição aos bandidos de toda ordem e em que porto teríamos, se assim o fosse, o fim das histórias de “crimes que valeram a pena”.

Naquela ocasião Eduardo afirmava que as prisões ocorriam em função do excesso de confiança que os “bandidos” demonstravam e os faziam estar desatentos com os rumos que nossa sociedade estava buscando. Certa parcela da sociedade passou a não mais aceitar comportamentos sociais equivocados e iniciou o processo de “cobrança” de seus direitos, especialmente junto aos “dirigentes” dos destinos da nação, até pelo mais simples movimento de não mais aceitar que a “gorjeta” é o caminho das conquistas “ágeis” de seus direitos.

As ruas deram início ao “tagarelar coletivo” de muitos brasileiros insatisfeitos com os caminhos tortuosos que muitos de nós, também brasileiros, mas nada cidadãos, encontraram para saciar seus mais escusos desejos. Até passaram a considerar como verdadeira a frase “rouba mas faz” e calar-se frente aos desmandos e roubos vistos comuns.

Essas atitudes criminosas passaram a ser praticadas sem qualquer “esconderijo” ou serem fortuitamente realizados nos apagares de luzes dos corredores da corrupção desenfreada. Cabe acrescentar que corrupção não tem apenas um lado o do corrompido, há, e talvez mais nefasta, a figura do corruptor. Não é?

O estágio atingido, em que bilhões de dólares (não apenas reais) foram desviados de inúmeros órgãos públicos, alguns em parceria com organizações não governamentais sob o pretexto que o governo não contava com “braços” suficientes para suas ações sociais, não mais nos surpreende, correto?

Chega ao ponto de que um dos políticos condenado a vários anos de prisão tenha suas declarações perante o juiz, largamente divulgada pela imprensa, informe, ainda com certa arrogância, que todos os crimes a ele imputados são verdadeiros e relata, com detalhes, a estrutura da corrupção por ele comandada.

O excesso de confiança destes arrogantes e repugnantes seres não lhes permitiu entender que suas ações seriam, como de fato o foram, descobertas e a punição, que ainda não temos plena convicção de que se consumará (afinal, níveis superiores de corrupção ainda estão por vir), se fará presente e justa.

 

Prof. Dr. Daniel Carreira Filho – Diretor Acadêmico da Faculdade Futura de Votuporanga

 

 

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