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SANTOS, SP, 18.01.2019 – FUTEBOL-SANTOS: Jorge Sampaoli, técnico do Santos, durante entrevista coletiva realizada no CT Rei Pelé, na Baixada Santista, nesta sexta-feira (18). A equipe treina para partida contra a Ferroviária pela estreia do Campeonato Paulista 2019, no sábado (19). (Foto: Flávio Hopp/Folhapress)

Os nossos deuses treinadores

A temporada da bola mal começou e já se iniciaram os velhos debates sobre os treinadores já tomam conta das mesas redondas, especialmente aquela criada ao grande Roberto Avallone que precocemente nos deixou essa semana.

Para ficar somente entre os grandes de São Paulo, todos eles são questionados, mesmo em início de temporada.

A começar pelo Palmeiras, Felipe Scolari, o atual campeão brasileiro vem sendo cobrado por não fazer o time render mesmo com a melhor campanha no Paulistinha. Até outro dia ele havia sido ressuscitado pela crônica como na época do penta em 2002.

Bem verdade que o futebol alviverde não é brilhante mas querer cobrar melhor futebol com Borja e Deyverson é um pouco demais. Big Phill é realmente bom, mas não é santo milagreiro.

No São Paulo, ontem Jardine era o gênio da prancheta e rapidamente foi engolido pela torcida  e pela diretoria ante o trabalho muito ruim. Falta de aviso não foi. Agora o time do Morumbi tenta tapar um buraco com o fraco Mancini até a chegada definitiva de Cuca, o novo Salvador da Pátria.

Resta saber se terá tempo de salvar o time de um dos piores momentos de sua história nem que tenha que apelar novamente para a sua charmosa calça roxa.

O Corinthians, mesmo com a heroica classificação na Sul-Americana graças a Cássio, tem o trabalho de Carile posto à prova rodada pós rodada diante da instabilidade demonstrada desde o início de ano quando retornou das Arábias e deve muito a Gustagol, o atacante que vem salvando a pele do Timão e merecidamente teve seu trabalho reconhecido pela diretoria.

Finalmente e não por acaso , vejamos a situação de Sampaoli no Peixe.

O argentino chegou queimando a língua de todos, com um começo avassalador e foi lançado como o suprassumo do comando técnico, com ideias inovadoras e futuristas para o futebol daqui.

Isso até ser atropelado pelo Ituano e mais recentemente ser eliminado na última quarta-feira pelo modesto River do Uruguai no torneio sul americano.

O interessante é que foi eximido pela maioria da culpa pelo fracasso no Pacaembu vazio.

Isso só prova mais uma vez que o futebol por aqui é mais do que resultadista.

Não dá para simplesmente pautar o trabalho de técnicos através de sucessos e fracassos pois nem sempre um ano sem títulos significa fracasso total.

Nem deuses, nem demônios, eles são treinadores e lembrando o grande Nelson Rodrigues o treinador quando vence é bestial mas quando perde é uma besta.

Não deveria ser assim.

Mas é.

 

Jefferson Camargo é jornalista, colaborador deste Diário e nunca criticou Carile.

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