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A tragédia de uma adolescente

CRÔNICA –

  Se por um lado as mulheres conquistam espaços antes inimagináveis para o sexo frágil, muita coisa ainda precisa melhorar. A história trágica de uma adolescente me comoveu profundamente. Vanessa tem apenas dezesseis anos, mas julgava ter vivido o suficiente para se declarar amargurada e depressiva. Ela sabia da má fama que conquistou no bairro onde mora e que seu desempenho na escola era medíocre. Vivia arrumando encrenca com os colegas, era mentirosa, fazia intrigas e sua relação com a mãe era bastante tumultuada. Dona Suely é a principal causadora de tanta desarmonia. Mulher castigada pela vida viu seu mundo desabar quando foi abandonada pelo marido, o pai de Vanessa. Ela nunca aceitou o fato de ter sido passada pra traz. Parece que quer descontar tudo na menina. Dona Suely, jovem senhora de trinta e oito anos, mantém relacionamento amoroso com Mário, o conhecido Mario Beiço, sobre quem recaem suspeitas de muitas praticas ilícitas. Os dois brigam mais que gato e cachorro e as baixarias se sucedem sem que a vizinhança tenha coragem de adotar qualquer providência. Comentam em surdina que o homem é perigoso. Logo após mais um quebra-quebra, Mario Beiço bate a porta da sala atrás de si e vai direto para o boteco encher a cara de cachaça. O mais grave disso tudo é que dona Suely mandava a filha ir ao encalço de seu amante e pedia que ela se virasse e fizesse de tudo para convencê-lo a voltar. Se Vanessa não o encontrava ou não o convencia, a mãe a agredia fisicamente e entre palavrões impublicáveis ameaçava dar cabo da própria vida. Numa das últimas brigas, deu uma carta para a filha entregar a Mario Beiço e saiu perambulando pela cidade. Na correspondência jurava que não se alimentaria enquanto o amante não voltasse e de forma ameaçadora assegurou que não se responsabilizaria pelo futuro de Vanessa. Para acrescentar mais um tempero incandescente neste caldo indigesto, a garota trouxe Jolenon para ser mais um elemento complicador nesta malfadada trama. Jolenon é recém egresso da Fundação Casa onde acabou sendo internado porque foi surpreendido vendendo trouxinhas de um certo pó branco. Jolenon e Vanessa costumavam tomar rumo ignorado e ficar dois, três e até uma semana sem aparecer em casa. Resumo da história, sem qualquer referência familiar, Vanessa apostou todas as fichas no imprestável Jolenon, como se fora ele a sua tábua de salvação. Dona Suely parece pouco se importar com o futuro da filha. Prefere gastar o seu tempo fumando baseado, enchendo a cara e tentando agradar a Mario Beiço que de vez em quando lhe desfere uns tabefes, para não perder o costume. Numa manhã de segunda-feira, depois de um final de semana prolongado não se sabe onde, Vanessa apareceu em casa quando a mãe ainda dormia curtida pelo álcool. A menina trazia no corpo muitos hematomas e escoriações. Estava muito estranha, pálida, a boca arroxeada e os cabelos desgrenhados. Sua aparência era realmente lamentável. Deu os últimos passos em direção ao sofá da sala onde caiu para nunca mais acordar. A dose do pó oferecido por Jolenon havia sido excessiva. KÁ ENTRE NÓS… vale a pena considerar que isto não é um conto e tampouco fruto da imaginação. Este fato realmente aconteceu bem mais próximo do que imaginamos.

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