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Pobre futebol pobre…

DE TRIVELA – Por Jefferson Camargo –

Concordando ou não, o raro leitor desta coluna deve saber que o futebol é o esporte mais importante do mundo. Não apenas pelo fato de movimentar milhões em dinheiro, mas por ser capaz de parar uma guerra como fez o Santos de Pelé no passado.

Acontece que depois de passar muito tempo vivendo de “coitadismo”, nosso futebol rendeu frutos, ganhou títulos importantes e notadamente se tornou uma das potências mundiais desse esporte tão amado e odiado ao mesmo tempo.

Esse fato trouxe um efeito que foi então prejudicial ao nosso esporte preferido.

Passamos a acreditar que seríamos invencíveis depois que Pelé apareceu para o mundo da bola. Todos nós começamos a crer que não existiria no mundo um time capaz de superar nossa seleção. Infelizmente e caindo na realidade, não é o que vivemos na atualidade.

Nossa seleção já não vence a Copa desde 2002 e conseguimos superar o trauma do Maracanazzo em 1950 com um ainda pior nos 7 a 1 contra a Alemanha em 2014. Esse, mais difícil de esquecer.

O futebol brasileiro empobreceu. Entre as razões está a saída precoce de nossas joias mais recentes como Vinícius Júnior, David Neres e Rodrygo. Mas não é só isso não.

O fato de ter o “rei na barriga” prejudica àqueles que amam o futebol verdadeiramente visto que embora equilibrados, nossos campeonatos estão há muito tempo nivelados por baixo e isso é desalentador uma vez que não se vê nenhuma luz e tampouco um túnel…

Temos exemplos distintos que mostram os fatos. A seleção de 1982 de Telê é lembrada até hoje porque encantou o mundo com Zico, Falcão e Sócrates sem vencer a Copa. Por outro lado, a seleção de Parreira, para quem o gol era um detalhe e curiosamente é pouco lembrada pelo futebol que apresentou, à exceção do magnífico Romário que só não fez chover em 1994.

Recentemente tivemos mais uma eterna discussão sobre o que é mais importante. E a dúvida era saber se é melhor perder jogando bonito ou vencer jogando feio como fez o Corinthians de Carile ao empatar com o Santos conseguindo assim a vaga na final do “Paulistinha”.

Como corintiano, fiquei feliz com a classificação, mas extremamente irritado com o futebol covarde proposto pela equipe do treinador corintiano.

Alguns podem então dizer que somos mal-acostumados. Pode até ser verdade.

Mas saber que hoje se exalta muito mais o tal “resultadismo” do que o bom futebol que produziu os maiores craques da história é muito frustrante.

Aliás, hoje tem o primeiro jogo entre São Paulo e Corinthias pela decisão estadual…

Pode apostar, será mais um jogo de ataque contra defesa.

Uma pena…

Jefferson Camargo é jornalista, colaborador deste Diário e prefere ser campeão jogando bonito. Pronto falei!

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