O presidente da AFA, Julio Grondona, e seus pares anunciaram ontem, por meio de comunicado, que não renovariam o contrato do técnico porque havia um "abismo irreparável" entre o que eles planejam para a seleção e o que exigia o ex-técnico.
O cartola queria demitir sete membros da comissão técnica da seleção. Maradona não aceitava a saída de ninguém.Ao anunciar a saída, o porta-voz da AFA, Ernesto Cherquis Bialo, disse que se tratava de notícia "triste". Mas deixou margem para a volta no futuro. Segundo Bialo, é o final de uma etapa. "Ele será sempre bem-vindo", disse.
A saída de Maradona se concretizou anteontem após ele se reunir Grondona.
O dirigente defendeu a demissão do médico e do massagista da seleção, por serem muito amigos dos jogadores, e do preparador físico. Ainda era exigida a saída de Alejandro Mancuso, braço direito de Maradona na equipe. Ele discutira com dirigentes da AFA antes da Copa.
Grondona também estava descontente com a "excentricidade" e "falta da autocrítica" do treinador. Dirigentes se irritaram quando Maradona afirmou que nunca voltou a ver o jogo contra a Alemanha que eliminou a seleção.
Segundo o porta-voz da AFA, ainda não há um nome para substituir Maradona. No amistoso contra a Irlanda, no próximo dia 11, a seleção deve ser comandada interinamente pelo técnico de juvenis, Sergio Batista.
Segundo a imprensa local, o nome mais cotado é Alejandro Sabella, atual técnico do Estudiantes, campeão da Libertadores em 2009 e supostamente preferido de Grondona, que escolhe o técnico.Porém os torcedores pedem Carlos Bianchi, ex-treinador do Boca Juniors, em enquetes de sites esportivos.
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