Posteriormente, o candidato participou de uma passeata pela rua Amazonas. Mercadante visitou o Diário de Votuporanga, sendo recepcionado pelo diretor Danilo Liévana de Camargo. O candidato ainda passaria na tarde de ontem por Araçatuba e Andradina. Hoje ele estará em Americana.
Segurança
Na coletiva de imprensa, o candidato destacou suas propostas, caso seja eleito. Ele frisou que no interior houve um grande crescimento da violência, opinando que o fato ocorreu devido à falta de política de segurança pública. “Hoje, a polícia de São Paulo está profundamente insatisfeita. É um dos piores salários da polícia no Brasil. Chegamos a ter confronto entre militares e civis. Vamos aumentar o policiamento ostensivo, pagando melhores salários para os policiais e aumentando a jornada de trabalho deles, investindo como fizemos com a Polícia Federal”, destacou.
Educação
O candidato também falou sobre seu plano de governo para a educação. “Hoje as escolas estaduais estão tendo um péssimo desempenho, estão abaixo da média nacional. Nós vamos fazer concurso, valorizar a carreira. Daremos um notebook para cada professor. Vai ter o ‘portal do professor’, para que eles preparem suas aulas. Vamos melhorar a educação, que é uma grande prioridade”, disse.
Votuporanga e região
Questionado sobre quais seriam seus planos para Votuporanga e região, Mercadante respondeu que o primeiro da lista é a duplicação da rodovia Euclides da Cunha (SP-320). “Esta é uma obra fundamental para se desenvolver a economia, melhorar a qualidade do transporte e evitar o que o PSDB fez com o Estado de São Paulo, que são os abusos na cobrança de pedágios. São os pedágios mais caros do mundo e não fizeram o que tinha de fazer como obras indispensáveis, como a Euclides da Cunha”, falou.
O candidato acrescentou que em segundo está trazer para a região mais investimentos e desenvolvimento. “Hoje nós temos 443 cidades do Estado de São Paulo com apenas 5% do PIB do Estado. Eles trouxeram o pedágio de ‘presente’, não trouxeram investimentos estruturantes e não deram incentivos para que as empresas se instalassem no interior. Muitas indústrias ‘atravessaram’ a fronteira e foram para outros estados em função da guerra fiscal. Nós queremos dar prioridade a investimentos, industrialização, mais geração de emprego e riqueza no interior. Para isso, vamos fazer um Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social em cada região administrativa do estado. Vamos criar uma coordenação integrada de todas as políticas do governo do estado e criar uma verdadeira agência de desenvolvimento”, contou.
Plano de governo
Mercadante defendeu a candidata a presidência da República, Dilma Rousseff, do mesmo partido, sobre a polêmica de monopolizar a comunicação no país. “Não existe nenhuma proposta neste sentido. No nosso partido, o Governo Lula demonstrou compromisso com a mais ampla liberdade de expressão, manifestação. Só quem pode regular a imprensa é o leitor, se gosta ou não do jornal. Esse é o caminho da democracia”, falou.
Sobre Dilma ocupar o segundo lugar nas pesquisas de intenção de votos, Mercadante acredita que o público a conhecerá ainda mais quando participar dos tradicionais debates na TV. “Eu acho que quando começar a campanha propriamente dita, nas emissoras de televisão e rádio, poderemos apresentar as propostas, apostando que as pessoas têm que torcer muito por São Paulo. Eu acho que um outro fator que fortalece muito a minha candidatura é que eu fui líder no Governo Lula, e estar com o nosso presidente há mais de 30 anos e ter ajudado o pais a se transformar no que é hoje”, disse.
Aborto
A reportagem também indagou o candidato sobre o possível apoio à prática ao aborto, pelo Partido dos Trabalhadores. “Eu sou contra o aborto. O segundo procedimento do Sistema Único de Saúde no Brasil é a curetagem em jovens despreparadas, sem planejamento familiar, que fazem atos desesperados e correm risco de morrer, de perder o útero e a fertilidade. Nós temos que tratar na saúde pública esta situação: investir muito em planejamento familiar, na educação com qualidade, principalmente na das adolescentes”, e ainda disparou: “eu acho que quem não gosta da Dilma fica criando esse tipo de agenda para não discutir o que é fundamental”.
Campanha no interior
Ao ser abordado sobre a receptividade que está tendo do público, Mercadante disse que está satisfeito, mas espera que suas propostas sejam melhor conhecidas durante a propaganda eleitoral gratuita. “Daqui a 15 dias estaremos na TV, e isso vai gerar um clima de eleição, que ainda nós não temos. Acredito que a imprensa do interior tem dado um pouco mais de espaço para as campanhas. Aí nós vamos ter realmente um crescimento muito consistente”, contou.
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