Diogo Mendes Vicentini
Período de seca e escassez de pastagens, gado no cocho, aumento dos custos de produção, preços pagos pelo leite aos produtores em baixa. Não pode ser coisa séria, ou melhor, é bandidismo dos grossos.
Produtor cada vez mais empobrecido, liquidações de plantel, as autoridades discursando baboseiras e afirmando que nunca se fez tanto para o produtor rural. Conversa para vaca dormir.
Não adiantam Pronaf, Feap, financiamentos a custo reduzido se os produtos rurais na mão do homem do campo nada valem. Os portos brasileiros por onde saem nossas exportações não recebem os investimentos necessários e em consequência temos filas de mais de 20 dias para o embarque da soja. Quem paga os dias parados dos navios e caminhões? Quem paga a conta? Adivinhou – o produtor.
O supermercado faz ofertas para agradar aos consumidores, o governo fatura politicamente com o valor da cesta básica. O produtor mais uma vez é quem paga a conta.
Em Ribas do Rio Pardo a saca de milho de 60 quilos é vendida a R$7,00, pela semente o lavourista pagou R$300,00 por 20 quilos. O custo de produção ultrapassa R$15,00, e daí? Problema do produtor.
O Rio Tietê chega a São Paulo com sua água potável e sai carregado de lixo, poluindo por onde passa e o culpado é o ruralista e o arroto do boi.
As Associações, Sindicatos, Federações e Confederações em sua grande maioria viraram dinastias, e se o “monarca” ficar bonzinho com os governantes e de bico calado, poderá ganhar a diretoria de um SEBRAE, um SENAR, um SENAC ou um SENAI como prêmio.
Não há espaço na mídia para o produtor. A notícia da vez é o Bruno.
Não puderam usar o luminol nos cachorros porque poderia prejudicá-los. E os produtores que abastecem este país e ainda fornecem alimentos para boa parte do mundo, quem clama por eles?
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