Rafael Limberger
O crack continua a fazer vítimas na sociedade. Dificilmente elas chegam à imprensa, pois a droga é muito vinculada com as classes menos abastadas da sociedade e, quando algo de ruim acontece, o preconceito, e até mesmo as famílias, que preferem manter tudo fora dos veículos de comunicação, impedem que todos os fatos sejam conhecidos.
Ao investigar um roubo de carro, a Polícia Civil Gaucha descobriu que, na verdade, a ocorrência é mais um retrato do flagelo do crack. Um homem de 32 anos pegou o Celta da mãe e voltou dizendo que o veículo havia sido roubado. Quatro horas após, o carro foi achado com um casal de traficantes.
Um familiar do jovem confessou que ele é usuário e que entregou o Celta a um traficante para comprar drogas e a informação foi divulgada por um plantonista de uma delegacia de Porto Alegre (RS).
Conforme o delegado, o usuário vendeu o carro da mãe por R$50, que ele gastou na compra de pedras de crack. O veículo só foi achado porque ficou sem gasolina 1,5 km depois. O Celta, avaliado em cerca de R$20 mil, foi recuperado.
A ocorrência do roubo havia sido feita. Uma mulher, de 58 anos, foi à delegacia e informou que emprestou ao filho seu Celta Spirit, ano 2004. Segundo ela, o rapaz disse que foi vítima de assalto. Em depoimento, a mãe admitiu que o filho é "dependente químico".
Logo depois, PMs conferiram denúncia sobre um casal em atitude suspeita em um Celta.. Pelas placas, os PMs, viram que o carro estava com queixa de roubo. Foram presos. No carro havia dinheiro e pedras grandes de crack.
Talvez o crack, socialmente falando, seja a droga mais prejudicial que apareceu até hoje. Além de viciar nas primeiras utilizações, ela transforma os usuários em verdadeiros farrapos humanos. Quando o principal vício era na maconha, ou até mesmo cocaína, as pessoas em volta conseguiam conviver com o vício dos amigos e/ou parentes.
Contudo, o crack não deixa margem para isso. Ele se entranha de tal forma dento da família e da sociedade que é impossível não ser afetado por essa droga.
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